Máquinas de quadrilha investigada por exploração de jogos de azar eram montadas em Campinas e distribuídas pelo estado, diz Gaeco

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Grupo suspeito de lavar dinheiro do crime foi alvo de 76 mandados de busca em 19 cidades nesta quarta. Na metrópole, foram apreendidos documentos, computadores, R$ 100 mil em dinheiro e até drogas. Operação contra lavagem de dinheiro e jogos de azar cumpre mandados na região
Alvo de 76 mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (22), a quadrilha investigada por lavagem de dinheiro ligada à exploração de jogos de azar no país montava as máquinas dos jogos em Campinas (SP) e distribuía elas por todo o estado de São Paulo, segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público (MP). Em quase cinco anos, o grupo teria movimentado em torno de R$ 170 milhões obtidos ilegalmente (veja abaixo detalhes).
Os mandados no âmbito da Operação Noteiro foram cumpridos ao longo desta quarta em 19 cidades do estado.
Só em Campinas, foram 11 ordens judiciais, que resultaram na apreensão de documentos, centenas de computadores, CPUs, noteiros (local onde se coloca notas nas máquinas de jogos de azar), quase R$ 100 mil reais em espécie, além de uma quantidade não especificada de drogas.
Além da metrópole, as outras cidades onde foram cumpridos os mandados são:
Barueri
Francisco Morato
Santana de Parnaíba
São Paulo
Itatiba
Itupeva
Itaquaquecetuba
Piracicaba
São Pedro
Ribeirão Preto
Guarujá
Praia Grande
Barretos
Franca
Miguelópolis
Nuporanga
Rifaina
São Joaquim da Barra
O efetivo envolvido na força-tarefa conta com 356 pessoas, entre promotores de Justiça, servidores do Ministério Público, auditores fiscais, delegados, policiais civis e policiais militares.
Apreensão de dinheiro na Operação Noteiro, do Gaeco
Ministério Público/Divulgação
As investigações
Segundo o Ministério Público, a organização criminosa, que envolve ao menos 33 pessoas investigadas, além de empresas, recorria a transações financeiras entre diferentes empresas para acobertar recursos obtidos por meio de jogos de azar.
Prática que, de acordo com o Gaeco, resultou na movimentação de R$ 170 milhões diluídos entre janeiro de 2017 e dezembro de 2021.
Os investigados se utilizavam de supostas vendas dos noteiros, máquinas utilizadas para contagem de cédulas de dinheiro, para mascarar os recursos obtidos ilegalmente.
Além dos mandados de busca, a Justiça autorizou o bloqueio de contas bancárias, veículos e imóveis dos investigados.
Todo o material apreendido deve ser encaminhado ao Ministério Público em Franca (SP), onde ficarão concentradas as investigações.
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