Aérea não fecha acordo de reparação com a Boeing e pode trocar frota para Airbus

A empresa aérea polonesa LOT pode “trocar de lado” e ir para a concorrente Airbus, após não fechar um acordo de compensação com a Boeing relativo ao 737 MAX.

Boeing 737 MAX da LOT © 72JanJ




A insatisfação ocorre com a polonesa LOT Polish Airlines, que tem sua frota amparada em modelos brasileiros da Embraer e Boeing, sendo historicamente uma empresa fiel à fabricante americana desde a década de 1990, após o fim da União Soviética. A fidelidade fez com que a empresa fosse do 737 Classic (300/400/500) para o Next Generation (700/800) e, agora, para a quarta geração do best-seller da Boeing, o 737 MAX.

Esse mesmo movimento também se seguiu nos aviões maiores, onde a empresa trocou o 767 pelo 787 Dreamliner, mas tudo isso pode ser quebrado após um acordo infrutífero.

Com a paralisação de quase dois anos do 737 MAX por causa dos acidentes fatais em 2018 e 2019, muitas empresas ficaram com a frota desfalcada, tendo que recorrer a aviões usados para cumprirem as rotas que estavam previstas para os novos MAX.

Após muitas reclamações, a Boeing começou a compensar essas empresas, seja pagando pelo aluguel das aeronaves “tampões” ou simplesmente uma “multa” em dinheiro, mas isso não aconteceu com a LOT. Segundo o jornal polês Polityka, a empresa já estaria irritada com os problemas no passado com o 787 Dreamliner e, mais recentemente, com a tentativa frustrada de um acordo com a Boeing.

A LOT estaria considerando mover um ação judicial contra a Boeing para garantir a compensação pelos cinco jatos 737 MAX que ficaram parados por quase dois anos.

“A Airbus está definitivamente na jogada, o que não significa que haverá cancelamentos (de contratos) com os fornecedores atuais, a Boeing e a Embraer”, afirmou Krzysztof Moczulski, porta-voz da LOT ao jornal.

Outro ponto contra a fabricante americana, é que a LOT quer unificar e simplificar a sua frota até 2030, e isso seria mais viável com a Airbus, que tem aviões com operações semelhantes, principalmente do A320neo para os maiores A330neo e A350XWB, a transição de pilotos é mais rápida e suas cabines, inclusive, são muito parecidas. Outro ponto seria até substituir a frota de jatos Embraer pelos A220 da Airbus, os antigos Bombardier CSeries.

Além disso, o fato da Airbus ser uma empresa gerida dentro do contexto da União Europeia, melhoraria a imagem da Polônia no bloco, pesando a favor da fabricante francesa. O martelo não está batido, mas a Boeing parece ter ficado numa corda bamba.




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