Amazonas confirma dois casos de Covid pela variante Mu, prevalente na Colômbia


Segundo FVS, as duas pessoas tinham vínculo familiar em Letícia, na Colômbia. Equipes de saúde municipais e estaduais em Benjamin Constant, no AM, para definir estratégias de combate à Covid.
Divulgação
O Amazonas confirmou, nesta sexta-feira (10), dois casos de Covid-19 pela variante Mu (B.1.621) em Tabatinga (a 1.108 quilômetros de Manaus). A linhagem foi identificada em janeiro deste ano, e é prevalente na Colômbia. Minas Gerais também tem casos confirmados da Mu.
Os casos no Amazonas são de uma mulher, de 73 anos, e o neto dela, de 10 anos. A identificação dos dois casos ocorreu após o sequenciamento genético de um lote de 14 amostras positivas para Covid-19.
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A Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) informou que as duas pessoas infectadas possuem parentes residentes em Letícia, na Colômbia. Os dois estão fora do período de transmissão do vírus, e alcançaram cura clínica.
Segundo o órgão, está sendo realizada a investigação epidemiológica dos casos e rastreamento de todos os contatos dos casos confirmados incluindo a coleta de RT-PCR para identificação de possíveis novos casos.
A identificação ocorreu a partir de realização de sequenciamento genético (análise de amostras de RT-PCR com o objetivo de identificar variantes). As amostras foram coletadas em ação na área de fronteira de Tabatinga e encaminhadas para sequenciamento genético da Fiocruz Amazônia.
A notificação foi realizada pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da FVS-RCP (CIEVS/FVS-RCP) ao CIEVS nacional na quinta-feira (9) e ao CIEVS de Tabatinga.
Segundo a enfermeira e coordenadora do CIEVS/FVS-RCP, Liane Souza, o menino detectado com a variante não apresentou nenhum sintoma gripal. Já a mulher apresentou febre, tosse e dispneia (falta de ar).
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A variante Mu (ou B.1.621) passou a ser considerada “variante de interesse” pela OMS, por ter “uma constelação de mutações que indicam propriedades potenciais de escape da imunidade”, ou seja, da proteção das vacinas – o que ainda precisa ser confirmado por mais estudos, segundo o boletim da organização divulgado em 31 de agosto.
A Mu é, por enquanto, uma “variante de interesse” sendo monitorada pela OMS – já as variantes Alpha, Beta, Gamma (a identificada no Brasil) e Delta são consideradas “variantes de preocupação”.
“Desde que foi identificada na Colômbia, em janeiro de 2021, houve alguns registros esporádicos de casos da variante Mu e alguns surtos maiores foram relatados em outros países da América do Sul e na Europa”, diz o boletim da OMS.
Por enquanto, prossegue a agência intergovernamental, a prevalência da Mu é de menos de 0,1% entre os casos sequenciados de coronavírus em todo o mundo.
Mas, localmente, sua prevalência tem “aumentado constantemente” na Colômbia e no Equador, onde responde por – respectivamente – 39% e 13% dos casos sequenciados. Esses dados, porém, devem ser lidos com cautela, diz a OMS, uma vez que a maioria dos países do mundo tem baixa capacidade de monitorar o sequenciamento genético das variantes da Covid-19.
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