Ambulante se joga no chão ao ter cocos apreendidos por fiscais e recebe ajuda em dinheiro da população no Centro de Fortaleza; vídeo


Órgão de fiscalização da prefeitura disse que houve resistência na dispersão de ambulantes do local e disse que mercadoria levada poderá ser substituída. Ambulante se joga ao chão após ter mercadoria apreendida em Fortaleza
Um vídeo de uma vendedora de cocos que se jogou ao chão em uma rua do Centro de Fortaleza, na manhã deste sábado (11), viralizou nas redes sociais. A ambulante se desesperou ao ter sua mercadoria apreendida por fiscais em uma operação na Rua José Avelino, mas a população ao redor doou dinheiro à mulher. (veja o vídeo acima).
A cena foi registrada em vídeo por uma pessoa que estava na área. As imagens mostram a vendedora deitada no asfalto na frente de carros perto da Catedral Metropolitana de Fortaleza, enquanto os fiscais retiram a mercadoria. Policiais conseguem retirá-la. Quando ela volta para perto do seu ponto de venda recebe dinheiro de quem estava em volta evai embora levando o carrinho, sem os cocos, apreendidos pela agência municipal de fiscalização, a Agefis.
No local, ocorre a chamada Feira da José Avelino, onde diversos ambulantes utilizam o espaço público para vender peças têxteis. Há anos, a Prefeitura de Fortaleza tenta regularizar o comércio do local, sem sucesso. Em agosto deste ano, um ambulante morreu em uma ação da Guarda Municipal de Fortaleza na região. O homem foi atingido por um projétil, mas ainda não se sabe se ele era de borracha ou de arma de fogo.
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A Agefis confirmou a apreensão. Em nota, a agência informou que neste sábado “foi registrada a resistência de ambulantes para a dispersão na área, que estavam dificultando o trânsito de veículos e pedestres no local, além de gerar aglomerações”.
O órgão argumentou que o comércio ambulante é permitido, mas precisa estar “devidamente autorizado e respeitando as regras e limitações estabelecidas pela Administração Pública Municipal para o uso seguro dos espaços públicos”.
As mercadorias apreendidas, segundo a Agefis, podem ser restituídas “após a regularização” do fato, quando couber, e atendidas as exigências legais pelo infrator.
Agentes da Agefis em fiscalização do comércio na Rua José Avelino em maio deste ano
Kid Júnior/ SVM
Sobre a feira
O processo de ocupação das ruas por vendedores ambulantes na José Avelino é histórico. Em 2017, o então prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio decidiu que a feira de confecções seria remanejada para outro local. Reuniões debateram alternativas de desocupação da feira e um cronograma de ações foi realizado. Neste período houve a requalificação total das vias entre a Rua José Avelino e Avenida Alberto Nepomuceno.
Com o término das obras a José Avelino deixou de funcionar no dia 15 de maio. Parte dos feirantes foram realocados em outros espaços, mas durante a reforma e depois da entrega da requalificação, e até mesmo durante a pandemia, ambulantes continuaram vendendo na área mesmo sem permissão. Estão autorizados a funcionar atualmente apenas os galpões que se regularizaram na Prefeitura.
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