Bolsonaro sobre paralisação de caminhoneiros: “Não pode ir para o tudo ou nada”

Em interação com apoiadores nesta sexta-feira (10/9), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que caminhoneiros não podem “ir para o tudo ou nada” na paralisação que fazem pelo país. Segundo o último boletim do Ministério da Infraestrutura, divulgado às 12h30 desta sexta, toda a malha rodoviária federal foi liberada para o fluxo de veículos de carga.

Este foi o terceiro dia de manifestações de caminhoneiros, que começaram a bloquear rodovias após participação em atos do 7 de Setembro, Dia da Independência, em defesa do governo federal. O grupo chegou a impedir o trânsito em 16 rodovias do país.

Os bloqueios geraram preocupação em torno de um possível desabastecimento. Alguns postos começaram a ficar sem combustíveis na noite dessa quarta-feira (8/9), e motoristas fizeram filas para abastecer o carro.

“Até domingo, eles estão. Mas as consequências de uma paralisação são gravíssimas pra todo mundo”, iniciou o presidente na saída do Palácio da Alvorada. “Você quando quer, por exemplo, matar um berne, mata a vaca. Até domingo, o pessoal ficar parado, a gente vai sentir, vai ter um reflexo, mas se passar disso, complica a economia do Brasil”, apontou.

O presidente explicou que a interrupção nesse movimento não quer dizer um recuo. “Ninguém está recuando. Não pode ir para o tudo ou nada. [Tem que] Arrumar o Brasil devagar, vai arrumando”, disse.

O presidente ainda afirmou que o “grande dia” foi a terça-feira (7/9) e que já foi feita uma fotografia do momento para o mundo.

“Vai voltando a normalidade. O grande dia foi dia 7. O retrato está para o mundo todo, todo o Brasil. Não foi em vão, não, fique tranquila”, disse a uma apoiadora. A conversa foi divulgada por um canal no YouTube simpático ao presidente.

Segundo a pasta da Infraestrutura, os últimos pontos de concentração com abordagem a caminhoneiros estão nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rondônia.

Ao todo, o número de ocorrências já é 70% menor do que o registrado no mesmo período do dia anterior e a tendência, segundo o ministério, é seguir em queda ao longo do dia.

Reunião com caminhoneiros

Na noite de quarta-feira (8/9), o presidente Jair Bolsonaro divulgou áudio em que pedia o fim dos bloqueios. Bolsonaristas, no entanto, incluindo o caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão, não acreditaram que se tratava de um pedido verídico e decidiram continuar com o protesto.

Na manhã de quinta, Bolsonaro conversou com caminhoneiros e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, para “tomar uma decisão”. Após a reunião, representantes dos caminhoneiros disseram que Bolsonaro não fez nenhuma solicitação à categoria por desmobilização.


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