Bombeiros brasileiros em missão humanitária no Haiti voltam para casa

Os quatro mineiros passaram 21 dias na ação humanitária brasileira, que também contou com militares de Brasília e da Força Nacional, após terremoto deixar mais de 2,2 mortos. Eles também fizeram parte das equipes de resgate em Brumadinho e em Mariana. Bombeiros que estavam em missão humanitária no Haiti desembarcaram hoje em Belo Horizonte
Bombeiros brasileiros que estavam em missão humanitária no Haiti desembarcaram nesta segunda-feira (13) na volta para casa.
Eles voltaram de uma terra arrasada. A missão em situações extremas é transformadora.
“Acho que a principal mudança é no ser humano. Nós voltamos pessoas mais sensíveis”, definiu Tiago Costa, capitão do Corpo de Bombeiros/MG.
Os quatro bombeiros mineiros passaram 21 dias na ação humanitária brasileira, que também contou com militares de Brasília e da Força Nacional. O terremoto de magnitude 7,2 deixou mais de 2,2 mil mortos no território haitiano em agosto.
“Várias famílias perderam entes queridos em virtude do terremoto, mas nós podemos dizer que a superação do povo haitiano, a resiliência é muito marcante, e isso a gente acabou trazendo na bagagem”, contou Wesley Bernardes Faria, sargento do Corpo de Bombeiros/MG.
Os bombeiros mineiros são experientes. Fizeram parte das equipes de resgate em Brumadinho e em Mariana. No Haiti, atuaram em estruturas colapsadas, levaram água e comida para um povo devastado.
“Tinha muitas ruínas, pessoas dormindo em barracas, passando fome, sem água, sem condição de ter o mínimo das suas necessidades básicas. Então, isso aí é muito impactante sempre”, relembrou Tales Leite Braga, sargento do Corpo de Bombeiros/MG.
Receber o reconhecimento da corporação, a homenagem com banda de música, diploma, é importante, mas quem volta de missões assim não vê a hora de ter outro tipo de recompensa. Não tem nada que se compare ao abraço da pequena Elis.
“Meu pai estava no Haiti, mas voltar para o bombeiro, e agora acabou o trabalho dele e agora vai para casa”, disse a filha do sargento Tales Leite Braga.
“O coração fica muito apertado de a gente ficar aqui e eles lá, a gente não sabe como que é, mas o orgulho transborda porque a gente sabe que é muito importante”, afirmou Jéssica Prates, mãe de Elis.
Foi o primeiro abraço que o tenente Rafael Rocha recebeu da mulher dele depois que chegou do Haiti. A soldado da PM Marina Paraíso Rocha estava trabalhando, não conseguiu chegar a tempo da homenagem ao marido. O beijo depois uma missão tão importante tem um significado ainda maior.
“A distância acaba deixando a gente cada vez mais forte, e isso, com certeza, nos proporcionou mais aproximação”, afirma a policial militar.
“Tenho certeza de que nós vamos chorar muito hoje ainda. A família acolhe a gente, o coração, e suporta, vai suportar um pouco de tudo que vivenciei e senti lá no Haiti”, destacou o tenente do Corpo de Bombeiros.
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