Campo paranaense inspira fotógrafos premiados em concurso de fotografia


Fotografias selecionadas para exposição que vai rodar o Brasil têm fundo nos campos do Paraná. Fotografia da área também virou hobby e paixão para professora aposentada. Campo paranaense inspira fotógrafos premiados em concurso de fotografia
Para muito além da beleza, os campos paranaenses viraram também inspiração para fotógrafos premiados em um concurso que levará fotos selecionados para integrar a exposição “Agricultura, substantivo feminino”, que rodará o Brasil.
Entre eles está Rodrigo Arabori que com um clique na região de Londrina, no norte do Paraná, levou o primeiro lugar amador na categoria máquina. Foi também do norte do estado, em uma lavoura, que saiu a fotografia vencedora da categoria no nível profissional.
Para muita gente, o casamento entre campo e fotografia pode ir longe.
E foi nessa área que Ingrid Dietzel, moradora de Ivaí, na região dos Campos Gerais do estado, encontrou um hobby após a aposentadoria.
Quando está por trás da câmera, a professora aposentada tem um olhar rico em detalhes para a vida no campo: o pinheiro símbolo do Paraná, as capivaras companheiras inseparáveis e o homem na lida diária são algumas das situações retratadas pela fotógrafa.
Ela começou pelo quintal da casa. Estudou o estilo de grandes fotógrafos, comprou máquina profissional e o quintal da casa ficou gigante.
“Saí para o campo e começou minha relação de fotografar no campo. Pegava o carro, saía sem destino pelas estradas e comecei a fotografar. Aí me despertou aquele olhar para a natureza, para a agricultura principalmente, para a harmonia de ambas associadas”, contou.
Campo paranaense inspira fotógrafos premiados em concurso de fotografia
Reprodução/RPC
Fotografia como forma de acompanhar a evolução
A fotografia do campo tem um significado ainda mais especial para o fotojornalista Sérgio Ranalli, autor de “A colheita”. Ele é apaixonado por fotos nos campos paranaenses e não é de hoje.
Vencedor do prêmio, ele participa do concurso desde a primeira edição. Neste ano, o programa chegou ao 14º ano.
“Você consegue durante todos esses anos acompanhar a própria evolução do agronegócio. As próprias mudanças que aconteceram nesse setor e, para mim, é muito importante a conquista do prêmio porque essa é uma área que eu gosto de fotografar, de poder estar fazendo esse trabalho documental do que acontece no campo,”, reforçou o fotógrafo.
Para Ranalli, a experiência também proporciona a oportunidade de se relacionar com pessoas que atuam nos campos.
“Eu acho muito gostoso o trato com quem é da roça, com quem é do campo. É sempre uma relação muito amistosa, muito boa, não é só o tipo de fotografia que eu faço, eu sou fotojornalista, mas é sempre muito agradável quando eu tenho oportunidade e a possibilidade de fazer”, falou.
Cultura com riqueza de cores
No campo, o agrônomo André Cunha também encontra inspiração para eternizar imagens. Ele teve a foto selecionada, entre mais de duas mil imagens enviadas. para integrar a exposição que irá passar por todo o Brasil.
“A gente tem condições de fazer com que a cultura seja mais produtiva. Ela sendo mais produtiva, ela vai nos gerar frutos diferentes, com cores muito mais bonitas. Muito mais verde, muito mais produtiva”, conta o fotógrafo André Cunha.
Concurso
O registro desses fotógrafos, profissionais ou amadores, vai além de uma bela imagem. Esta é uma forma de mostrar a vida no campo para quem pouco sai das cidades.
Os registros que compõem a exposição mostram a diversidade da agricultura de toda a América do Sul. Além do Brasil, fotógrafos profissionais e amadores da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela participam do concurso.
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