Caso Eldorado: ex-sócios de árbitro questionado passam a defender hacker

Mesmo tendo renunciado ao cargo de árbitro na disputa entre J&F Investimentos e Paper Excellence pela Eldorado Brasil Celulose, o advogado Anderson Schreiber ainda mantém um pé na briga.

Questionado pela J&F por vínculos com advogados e testemunha da Paper Excellence no caso, Schreiber renunciou. Agora, dois de seus ex-sócios assumiram a defesa de Filipe Balestra, um dos hackers citados na espionagem dos e-mails da J&F.

Balestra passou a ser representado pelos advogados Willie Tavares e Sérgio Terra. Apesar de o inquérito correr em São Paulo, o escritório dos dois, o Terra Tavares Ferrari Elias Rosa, é sediado no Rio de Janeiro e não tem especialidade no ramo criminal.

Antes de fundar sua própria banca, Tavares e Terra eram sócios do Schreiber, Domingues, Cintra, Tavares, Terra, Lins e Silva. Era esse escritório, liderado por Schreiber, que dividia salas, telefones, funcionários e clientes em São Paulo e no Rio de Janeiro com o Stocche Forbes, que defende a Paper Excellence e que teve um dos sócios como testemunha do cliente na arbitragem contra a J&F.

A J&F aposta nisso como novo argumento para anular a arbitragem vencida pela Paper Excellence, na disputa pelo controle da Eldorado. A empresa diz que teve sua defesa no caso comprometida pelo desvio de todas as suas comunicações com os advogados por 11 meses, devido à invasão de seu servidor de e-mail.

A coluna procurou Anderson Schreiber por meio de seu escritório, mas não obteve retorno.

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