Chefe da ONU convoca combate ao aquecimento, à covid e a pensar nas gerações futuras

O mundo está se movendo “na direção errada”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, nesta sexta-feira (10), criticando a lentidão do planeta para agir contra a mudança climática e promover a vacinação contra a covid-19. Gutteres também apelou para que se pense nas gerações futuras.

A “epidemia de covid-19 é um alerta, mas ainda estamos dormindo”, disse Guterres em uma entrevista coletiva por ocasião de seu discurso aos 193 países da Assembleia Geral da ONU para apresentar seu panorama para os próximos 25 anos.

“A pandemia demonstrou nosso fracasso coletivo em nos unir e tomar decisões em conjunto para o bem comum, mesmo diante de uma emergência global imediata e com risco de vida”, disse ele.

Em particular, ele lamentou que os países produtores de vacinas até agora não tenham conseguido dobrar a produção para vacinar 70% da população mundial até o primeiro semestre de 2022, para o qual pediu “um plano global de vacinação”.

De acordo com Guterres, “as decisões que tomamos ou não tomamos hoje podem levar a um novo confinamento ou a um novo avanço em direção a um futuro mais verde, melhor e mais seguro”.

“Agora é a hora de se reconectar com a solidariedade global e encontrar novas formas de trabalhar juntos para o bem comum”, acrescentou, ao evocar a criação de uma plataforma de emergência no caso de uma nova crise global, a nomeação de um representante da ONU para as gerações futuras e a realização em 2023 de uma “cúpula mundial sobre o futuro”.

“As conclusões dessa cúpula podem incluir questões como proteção social universal, cobertura universal de saúde, moradia adequada, educação para todos e trabalho decente, no contexto de uma economia mundial mais igualitária e unida”, disse ele à Assembleia Geral.

“Chegou a hora de pensar a longo prazo, de oferecer mais aos jovens e às gerações futuras”, disse Guterres, reiterando seu apelo para que se tomem “medidas urgentes e ousadas para enfrentar a tripla crise das mudanças climáticas, a perda de biodiversidade e a poluição que destrói o planeta”.

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