China quer desativar aplicativo de pagamentos do grupo Alibaba

O governo chinês quer pôr fim ao popular aplicativo de pagamentos Alipay, do gigante Alibaba, para encerrar seu lucrativo negócio de empréstimos on-line – informou o jornal Financial Times nesta segunda-feira (13).

Este serviço de pagamento móvel é um aplicativo indispensável na China, onde o dinheiro em espécie praticamente desapareceu e a imensa maioria de pagamentos é feita com um smartphone.

Em meio ao enfrentamento contra o que veem como um oligopólio dos gigantes do setor de tecnologia, as autoridades chinesas querem dividir o app em duas entidades distintas.

Ainda conforme o Financial Times, que não cita qualquer fonte, uma entidade manterá o serviço de pagamento, enquanto a outra se concentrará no de empréstimos on-line.

Além disso, o Ant Group, filial do Alibaba proprietária do Alipay, terá de fornecer os dados dos usuários que solicitaram empréstimos em seu aplicativo a uma agência de classificação de crédito parcialmente controlada pelo Estado.

Nem o Ant Group nem o Alibaba responderam de imediato aos pedidos de informação da AFP.

Nesta segunda-feira (13), o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação alertou os gigantes digitais para não bloquearem os serviços dos concorrentes em suas próprias plataformas.

Na China, alguns aplicativos de comércio digital bloqueiam os sistemas de pagamento da concorrência, ou as plataformas de vídeo impedem vincular seu conteúdo nas redes sociais de grupos rivais.

Nos últimos meses, as autoridades chinesas lançaram uma campanha para conter o que consideram um desenvolvimento “desordenado” da economia, causando prejuízos de milhões de dólares às empresas afetadas.

O grupo Alibaba, do bilionário Jack Ma, é um dos principais alvos desta campanha.

No final de 2020, Pequim paralisou a gigantesca entrada na Bolsa de Hong Kong e de Xangai do Ant Group, sua subsidiária especializada em finanças on-line.

Meses depois, a empresa matriz Alibaba foi multada em 18,2 bilhões de yuans (cerca de US$ 2,82 bilhões no câmbio atual) por abuso de posição dominante no mercado.

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