Colômbia denuncia sequestro de mais dois militares

Dois militares foram sequestrados por rebeldes perto da fronteira entre Colômbia e Venezuela, o leva para quatro os uniformizados tomados como reféns este ano, incluindo um coronel, denunciou o governo nesta sexta-feira (10).

Os casos mais recentes correspondem a um sargento e um soldado que caíram nas mãos do Exército de Libertação Nacional (ELN), quando saíram de sua unidade militar, no município de Tame (nordeste), Arauca.

“A informação que temos da inteligência é que foram sequestrados”, disse o ministro da Defesa, Diego Molano, em uma declaração enviada à imprensa.

Os dois militares saíram na terça-feira de sua unidade para realizarem “tarefas administrativas”, informou o Exército em um comunicado, sem especificar se usavam uniforme ou armamento.

No fim de semana, outro oficial também foi sequestrado por dissidências das FARC, a guerrilha cuja maioria dos combatentes se desmobilizou em 2017 após firmarem a paz. O sequestro ocorreu em uma estrada do sudoeste da Colômbia, no município de Sevilha.

As dissidências que se marginalizaram do acordo também estão com um coronel que capturaram em abril, em um hotel do município de Saravena, no departamento de Arauca.

O Exército denunciou que ele teria sido assassinado em cativeiro, mas os sequestradores divulgaram depois uma prova de vida do oficial.

Apesar do desarmamento das FARC, o país vive um ressurgimento da violência, na qual dissidentes do pacto de paz, grupos de origem paramilitar e o ELN disputam os lucros do tráfico de drogas e da mineração ilegal.

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