Com 50% da capacidade do veículo, serviço de transporte escolar da rede municipal volta a operar na cidade de SP


Cerca de 2.300 vans da rede municipal de ensino voltaram a atuar no transporte escolar na capital paulista. Atualmente, 358 veículos continuam atendendo profissionais da saúde e transportando vacinas para quem precisa. Vans
Reprodução/ Tv Globo
As vans do serviço escolar da rede municipal de ensino da cidade de São Paulo voltaram a operar seguindo protocolos de segurança contra a Covid-19. Por enquanto, o serviço pode funcionar com 50% da capacidade de veículo para garantir o distanciamento social, no entanto, alguns pais ainda não se sentem confortáveis em mandar os filhos para a escola.
Durante a suspensão das aulas presenciais, parte dos 2.634 transportadores cadastrados pela prefeitura trabalhou para o Serviço Funerário e para o Serviço Municipal da Saúde. Atualmente, 358 veículos continuam atendendo profissionais da saúde e transportando vacinas para quem precisa.
Cerca de 2.306 vans voltaram a atuar no transporte escolar. Com a volta das aulas presenciais, o protocolo sanitário para entrar no veículo escolar é praticamente o mesmo das escolas. A equipe da van mede a temperatura do aluno na entrada e oferece o álcool em gel.
“A gente começou fazendo um serviço de voluntário, e a prefeitura oficializou o nosso serviço. Hoje a gente está trabalhando e conseguindo honrar nossos compromissos e atendendo a população”, afirma Sérgio Adriano Lobo, que está transportando enfermeiras da UBS Pedro de Souza Campos, de Ermelino Matarazzo, na Zona Leste, para aplicar a vacina em pessoas acamadas e que receberam a dose de reforço nesta sexta (10).
Queda no número de alunos transportados
A Lorena é autista e voltou a usar o serviço de transporte da prefeitura desde o primeiro dia em que as aulas presenciais voltaram. Segundo a mãe, além de ajudar na ida e volta para a escola, o serviço também ajuda no desenvolvimento da criança.
“Ela gosta muito de andar de ônibus e van para ela é muito bom. Também é alguma coisa que ajuda no desenvolvimento”, afirma Cristina Mendes dos Santos.
No entanto, segundo os transportadores, alguns pais ainda estão receosos de mandar os filhos de volta para a escola. Antes da pandemia, Rita Gomes de Souza Moraes transportava 19 crianças por viagem e agora ela leva em média três alunos.
“A prefeitura paga só 3% do valor das crianças que não estão indo para a escola. Só recebo 100% com as crianças que frequentam presencialmente.
No caso do transporte para bebês, pais estão tendo dificuldades para conseguir vagas. Adriana Benjamim dos Santos Mascarenhas conta que começou a pagar um transporte particular para seu filho de 6 meses. “Eles falam que estará disponível até o ano que vem, mas é um prejuízo, um serviço que deveríamos ter de graça.”
Segundo a prefeitura, o serviço de transporte gratuito oferecido aos alunos da rede municipal funciona conforme a demanda. Com mais alunos presencialmente, mais vans cadastradas podem ser requisitadas para o serviço.
Sobre o caso da Adriana, a Secretaria Municipal de Educação disse que o bebê tem direito ao transporte gratuito e que a família já foi contatada para a inclusão da criança no atendimento.
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