Como o 11 de setembro mudou a aviação civil


Cabine dos pilotos passou a receber mais segurança, e vistoria para acesso a sala de embarque se tornou mais rigorosa. Cabine de avião de voos comerciais
Reprodução / EPTV
Pela forma como os ataques ocorreram, o 11 de setembro de 2001 foi também um marco na aviação.
Naquele dia, quatro voos foram sequestrados —havia um sequestrador piloto em cada um dos aviões e ainda uma equipe de terroristas em cada um deles para garantir que iriam conseguir dominar os tripulantes.
Veja abaixo como os fatos daquele dia mudaram a aviação civil:
Durante o voo
Até 2001, era possível para um passageiro entrar na cabine de comando dos aviões durante o voo —não era raro que crianças fossem chamadas para conhecer os pilotos no meio do voo. Isso mudou.
Não só a presença de passageiros nas cabines foi proibida como aumentou a segurança da área de acesso às cabines.
Instalaram-se novas barreiras até mesmo para momentos em que os pilotos vão ao banheiro ou recebem as refeições.
Segundo o piloto de linha aérea Mateus Ghisleni, que já foi do Sindicato Nacional dos Aeronautas, a tendência é que essas restrições se mantenham.
Na sala de embarque
Além disso, ocorreram mudanças no acesso às salas de embarque —não que antes não houvesse controle, mas ele passou a ser bem mais rigoroso.
Pessoas na sala de embarque do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, enquanto um aviao da TAM (LATAM) decola ao fundo
Marcelo Brandt/G1
Antes, era possível entrar com lixa de unha metálica na cabine. Hoje, qualquer objeto que possa, de alguma forma, ser usado como arma é proibido. Líquidos também não passam (com a pandemia, houve alguma flexibilização por causa do álcool em gel).
As restrições são maiores em voos internacionais.
Mesmo o acesso dos profissionais a áreas restritas passou a ser mais controlado, diz Ghisleni.
“Nos Estados Unidos há algumas empresas que contam com seguranças armados dentro dos voos, disfarçados, nem mesmo a tripulação sabe quem são. Isso é proibido no Brasil”, ele conta.
No Brasil, diz ele, a tripulação recebe treinamento para imobilizar pessoas que provoquem alterações nos voos. Quando a aeronave pousar, elas serão retiradas por agentes da Polícia Federal.
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