Corte ilegal de cabos deixa 28 órgãos de Brasília sem internet

A sexta-feira (10) foi de muito trabalho para restabelecer a internet em 28 órgãos do governo do Distrito Federal. Isso porque no dia anterior, dois homens de uma empresa terceirizada cortaram os cabos de conexão que levam o sinal do serviço de internet para esses órgãos. Eles foram presos em flagrante porque o corte foi feito de forma irregular. As informações são do Portal R7.

Funcionários foram autuados pelo crime de interrupção de serviços telemáticos – Foto: Equatorial Energia/Divulgação

O estrago foi enorme, atingindo o Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e até as unidades de pronto atendimento, além do Tribunal de Justiça do DF. Nem mesmo a residência oficial do governador Ibaneis Rocha (MDB), em Águas Claras, ficou de fora do apagão.

De acordo com o R7, os dois homens são funcionários da empresa Neoenergia Distribuição Brasília, concessionária que detém a exploração do serviço de energia e inclusive dos postes do território. Eles foram detidos por cortarem cabos de fibra ótica e interromperem o fornecimento de internet.

A dupla não estava com identificação da empresa quando foram abordados e presos pela equipe da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), da Polícia Civil do DF.

De acordo com o R7, o delegado-chefe da DRCC, Giancarlos Zuliani, explicou porque o procedimento foi irregular. “Não se pode identificar um cabo, que reconhece como não sendo legítimo, e sair cortando. O correto é que o proprietário do poste notifique a empresa de cada cabo para que pague pela utilização. E não, simplesmente, cortar e provocar a interrupção de vários serviços públicos”, disse.

Sede do governo do DF, Palácio do Buriti também foi alvo do corte de serviço – Foto: Foto: André Borges/Agência Brasília/Divulgação/ND

Na delegacia, os funcionários foram autuados, em flagrante, pelo crime de interrupção de serviços telemáticos. Eles pagaram fiança no valor de R$ 1,5 mil e foram liberados.

Cabos “ofereciam risco de segurança à população”, segundo concessionária

Em nota, a empresa Neoenergia Brasília disse que os profissionais “estavam exercendo regularmente suas funções, cumprindo a legislação em favor da sociedade, removendo cabos não identificados e que ofereciam risco de segurança à população”.

A Neoenergia esclareceu que iniciou, nesta quinta (9), uma operação piloto de ordenamento das redes de telefonia e telecomunicações da região do Park Sul para minimizar o risco de acidentes.

“Na ação preventiva foram removidas as fiações que ofereciam riscos à segurança da população e estavam sem a identificação necessária da empresa responsável, o que é contrário à legislação do setor elétrico nacional.”

A nota destaca ainda que a atividade de segurança tem o intuito de disciplinar a utilização de postes que, por força da Resolução Conjunta nº 001/1999, da Aneel/Anatel/ANP, faz com que a distribuidora seja obrigada a compartilhar com as operadoras de telefonia, TV a cabo, transmissão de dados, entre outras. Em relação ao GDF, a concessionária está em contato com a administração para esclarecimentos.

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