Doria é o grande derrotado dos protestos do MBL contra Bolsonaro

Tico Santa Cruz
Tico Santa Cruz foi ao ato na Avenida Paulista – Foto: Reprodução/Twitter
Não é o caso de falar de ganhadores. E sim de quem perdeu, já que tudo não passou de um fiasco.
Os atos do MBL chamados para criticar Bolsonaro são mortais para João Doria, que tenta se viabilizar como terceira via em 2022.
Nem Ciro, que foi detonado pela direita, saiu tão chamuscado – de Ciro nem seus seguidores esperam coerência.
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Mas João Doria, não. Quando inventou o ‘Bolsodoria’, o gestor esperava herdar os zumbis que seguem Bolsonaro. Acertou na primeira parte do plano e errou na segunda.
Como qualquer pessoa de bom senso, Doria sabia que o fascista não podia dar certo (veja que nem por isso se importou de lançar o povo brasileiro a própria sorte).
Ocorre, porém, que os zumbis resistiram e se mantêm firmes ao lado do mandatário.
A outra direita que restou ou odeia Doria, pelo conjunto da obra, ou diminuiu de tamanho e hoje não assusta mais ninguém.
Demos aqui no DCM que Geraldo Alckmin quer se juntar ao PSL para ficar próximo do MBL para disputar o governo do estado em 2022.
Geraldo é outro que não enxerga um palmo à frente do nariz.
Como Doria, era mal acostumado. Teve por décadas apoio da elite e imprenca corporativa de São Paulo e sempre imaginou que era suficiente para conseguir o que quisesse.
É nesse cenário que Doria surgiu.
Cobri as prévias do PSDB quando ele disputou a prefeitura de São Paulo.
O rapaz não tinha a menor noção do ridículo. Não se constrangia, também, de expor os outros ao ridículo. Era o caso das entrevistas coletivas. Não começava antes da presença de repórteres da Folha, do Estadão, do Globo.
– Cadê a Mariana?, ele perguntava aos jornalistas. E por que o Marcelo ainda não chegou?
Não percebia o quanto aquele compadrio humilhava os próprios jornalistas, afinal, com exceção dele, ali todo mundo estava se lixando para Mariana ou Marcelo. O que cada um queria era fazer o seu trabalho.
Um otário, sem noção.

Doria e Geraldo se merecem 

Enganou os donos de jornais, mas não conseguiu fazer o mesmo com o eleitor. É odiado na capital.
E agora se vê que não tem base nenhuma. Nem da direita, nem da esquerda e nem do centro.
Vai morrer abraçado com Alckmin. Eles se merecem.
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