Doria espera ter documentos traduzidos da China e liberação de lotes da CoronaVac interditados pela Anvisa até próxima semana


Agência Nacional de Vigilância Sanitária afirmou que documentação entregue pelo Instituto Butantan sobre doses suspensas foi insatisfatória. ‘Anvisa chinesa’ ainda precisa enviar análise ao Brasil. Governador de SP, João Doria (PSDB), falou sobre lotes da CoronaVac suspensos durante visita a Sumaré
Vaner Santos/EPTV
Cinco dias após a suspensão de 25 lotes da vacina CoronaVac contra Covid-19 no Brasil, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse nesta quinta-feira (9) que espera ter a documentação complementar da China traduzida e entregue à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nos próximos dias. Assim, segundo ele, a liberação das doses ocorreria até a próxima segunda-feira (13).
Nesta quarta, o órgão federal declarou que os documentos enviados pelo Instituto Butantan foram insatisfatórios para que os lotes interditados possam voltar a fazer parte das grades de vacinação nos estados.
Em visita a Sumaré, na região de Campinas (SP), Doria afirmou que aguarda a chegada da análise da vigilância sanitária chinesa sobre o local do envase das doses nesta sexta (10) para entregar à Anvisa. A solicitação foi feita pelo Butantan na última madrugada. Trata-se de um documento final no processo de liberação, uma inspeção sanitária.
“Tão logo essa informação chegue, ela tem que ser traduzida do chinês para o português, será encaminhada à Anvisa e a expectativa é de que até o final desta semana, ou mais tardar na segunda-feira, no limite, nós possamos ter a visão final da Anvisa”, disse o governador.
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Doria também disse que está otimista em relação à liberação dos lotes e explicou que a fábrica responsável pelo envase dessas vacinas fica em outra área, com outras máquinas, mas ainda dentro da farmacêutica Sinovac, em Pequim. A constatação de que se tratava de uma unidade diferente fabricando as doses foi do próprio Butantan, que comunicou a Anvisa.
“Elas [documentações enviadas pela farmacêutica Sinovac] foram satisfatórias sim, no plano daquilo que elas indicavam. Mas ainda há a necessidade de um documento final da ‘Anvisa chinesa’, e é isso que está faltando. Já foi solicitado. A ‘Anvisa chinesa’ dispõe desta confirmação, ou seja, ela fiscalizou essa nova unidade fabril que fica dentro da Sinovac”, ressaltou.
CoronaVac, vacina contra a Covid-19 da farmacêutica chinesa Sinovac Biotech, durante uma das inspeções no Instituto Butantan
Amanda Perobelli/Reuters
Parte das doses foi aplicada
A Agência brasileira não havia feito a inspeção nessa planta e 12,1 milhões de doses da CoronaVac foram interditadas de maneira provisória. Milhares delas, no entanto, já tinham sido distribuídas e foram aplicadas em cidades pelo Brasil.
Na segunda (6), o Ministério da Saúde anunciou que fez o bloqueio dos 25 lotes no sistema para que as doses não aplicadas não fossem movimentadas até que a Anvisa tenha um parecer. Mas Secretarias de Saúde de pelo menos 13 estados e do Distrito Federal confirmaram que receberam as vacinas das remessas em questão.
Em Campinas, por exemplo, a prefeitura declarou nesta quarta (8) que aplicou 2.180 doses em seus moradores. Afirmou que “não é esperado que ocorra qualquer reação adversa”, mas orientou que aqueles que perceberem desconforto procurem uma unidade médica e relatem o lote.
Lotes da CoronaVac foram suspensos pela Anvisa
Geovana Alburquerque/Agência Saúde
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Durante a visita de Doria a Sumaré, o governador autorizou a construção de uma Escola Técnica Estadual (Etec) na cidade, assim como a instalação de uma unidade do Bom Prato e o benefício de 2.915 famílias carentes com o Vale Gás.
A Etec tem previsão de 18 meses de construção, a começar neste mês de setembro. Vai contar com 14 salas de aula, nove laboratórios, auditório, biblioteca, salas administrativas e quadra poliesportiva. Terá cursos técnicos de eletrônica, logística, meio ambiente e química, além de um curso técnico integrado ao ensino médio.
Já a unidade do Bom Prato deve ser inaugurada em março de 2022, com capacidade para 1,5 mil refeições diárias.
Governador João Doria (PSDB) assina implantação de unidade do Bom Prato em Sumaré (SP)
Vaner Santos/EPTV
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