‘É uma dor que hora nenhuma sai de mim’, diz funcionária que denunciou presidente afastado da CBF por assédio

Funcionária que fez as primeiras denúncias de abuso sexual contra Rogério Caboclo, presidente afastado da CBF, falou sobre a rotina de assédio e intimidação. Traumatizada, ela passou cinco meses em depressão. Secretária que fez as primeiras denúncias de assédio contra o presidente afastado da CBF fala ao Fantástico
Exclusivo: a funcionária que fez as primeiras denúncias de abuso sexual contra Rogério Caboclo, presidente afastado da CBF, falou ao Fantástico sobre a rotina de assédio e intimidação. Traumatizada, ela passou cinco meses em depressão. E só agora conseguiu voltar ao trabalho na confederação, como contou em entrevista à repórter Gabriela Moreira.
“Mulher nenhuma deveria passar por isso em nenhum momento da vida. É uma dor que não acaba. É uma dor que hora nenhuma sai de mim. Eu ficava tensa, chegava em casa chorando. No dia seguinte, eu acordava e pensava: ‘Não vai ser tão ruim, eu preciso desse emprego’. E eu chegava no trabalho e era pior”.
“A minha depressão chegou a um nível que eu pensei: ‘Eu vou morrer’. Aquela sensação de não conseguiu respirar, de não conseguir viver a minha vida”.
Ela conta que pediu, diversas vezes, para o chefe interromper o comportamento abusivo. Em uma das vezes, eles chegaram a discutir.
Após a denúncia dela, outras duas funcionárias afirmaram que também foram vítimas de Rogério Caboclo. Ele nega o assédio, e o caso está sendo investigado pela Comissão de Ética da CBF.
Caboclo está afastado da presidência da confederação desde junho, quando a secretária o acusou de assédio sexual e moral. Os áudios gravados por ela para provar as acusações foram revelados pelo Fantástico.
A funcionária voltou ao trabalho no início de setembro, depois de cinco meses de licença.
“O melhor momento para mim foi quando uma funcionária chegou e me abraçou. E ela falou que a vida dela mudou depois da minha denúncia. Ela não abaixa mais a cabeça para ninguém”.
Em nota, Caboclo afirma que nunca cometeu qualquer tipo de assédio, o que foi provado perante a Comissão de Ética, inexistindo qualquer pendência perante a Justiça criminal. Ele diz que pediu desculpas públicas à funcionária por ter usado palavras deselegantes. Assista à matéria completa no vídeo.
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