Em um ano gasolina tem alta de 41% em São José dos Campos e chega a R$ 5,52


Em agosto de 2020, já em pandemia, o preço médio por litro era de R$ 3,89, segundo a pesquisa da Agência Nacional de Petróleo e Gás. Em setembro deste ano, valor chega a R$ 5,52. Preço médio da gasolina em São José dos Campos é de R$ 5,52 em setembro, segundo a ANP
Ronaldo Ragali/RPC
O preço médio da gasolina em São José dos Campos teve aumento de 41% no último ano, segundo os dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Em agosto de 2020, já durante a pandemia, o preço médio por litro era de R$ 3,89. Em setembro deste ano, o levantamento aponta que o valor médio na cidade é de R$ 5,52.
Os dados são da agência que faz a pesquisa mensalmente em postos de gasolina da cidade. De acordo com os índices, o valor teve alta pelo quinto mês seguido até bater aumento de 41% com relação a 2020.
Em janeiro deste ano o preço da gasolina em São José era R$ 4,25. Os três meses seguintes foram de alta, com a média chegando a R$ 5,19 em março.
Depois, em abril, houve uma leve queda, mas que não superou a alta dos meses anteriores, e o preço médio foi para R$ 5,10. A partir de maio, seguiu uma sequência de cinco meses consecutivos de aumento.
Confira abaixo o preço médio do litro da gasolina em São José dos Campos no último ano:
Agosto 2020 = R$ 3,89
Setembro 2020 = não divulgado
Outubro 2020 = não divulgado
Novembro 2020 = R$ 4,05
Dezembro 2020 = R$ 4,11
Janeiro 2021 = R$ 4,25
Fevereiro 2021 = R$ 4,74
Março 2021 = 5,19
Abril 2021 = R$ 5,10
Maio 2021 = R$ 5,20
Junho 2021 = R$ 5,24
Julho 2021 = R$ 5,35
Agosto 2021 = R$ 5,48
Setembro 2021 = R$ 5,52
Por que mais cara?
A conta para calcular o preço da gasolina na bomba é complexa. Começa com o preço de produção, que é aquele cobrado pela Petrobras nas refinarias. É a maior parcela na composição do preço final e tem a ver com o valor do petróleo no mercado internacional. E aí começam os problemas.
O barril está supervalorizado, porque quando a pandemia começou, os países que mais exportam petróleo reduziram a produção. Não tinha demanda. E, na época, diminuir a oferta foi um jeito de não deixar o preço do barril cair muito. Agora, com as atividades voltando, a procura aumentou, mas a produção não. O que tem para comprar fica mais caro. Para gente, ainda mais, já que a cotação é em dólar. O principal ‘motor’ das altas da gasolina e do diesel vem sendo o real desvalorizado frente ao dólar.
Na conta, ainda entram os custos e as margens de lucro de distribuidores e revendedores, e os impostos: federais e o ICMS, que é estadual.
As alíquotas do ICMS, que variam de um estado para o outro, não mudaram. Só que elas são cobradas em cima da expectativa de preço na bomba. Assim, quando a Petrobras anuncia um aumento na refinaria, por exemplo, essa expectativa sobe e o imposto também.
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