‘Esporte é vida’, diz idoso de 96 anos que pratica vôlei em Florianópolis


Dionízio Luis Colombi joga desde 1939. Ele faz parte do Grupo de Idosos do Continente (GIC). Idoso de 96 anos pratica vôlei em Florianópolis
O morador de Florianópolis Dionízio Luis Colombi de 96 anos se mantém disposto praticando vôlei com os colegas. Ele conta que começou a jogar em 1939 e que continua no esporte até hoje. Na posição de levantador, Dionísio compõe o Grupo de Idosos do Continente (GIC) que realiza o esporte de maneira adaptada para cada grupo etário.
“Esporte é vida.Tenho sempre orgulho de ser sempre o mais idoso [do grupo]”, afirma Dionízio Luis Colombi.
Dionísio começou a jogar vôlei em 1939
NSC TV/Reprodução
Nos últimos jogos abertos da terceira idade, o GIC representou a Capital, e em 2019 levou o ouro na categoria dos mais de 60 anos. Mas o grupo já ganhou vários torneios pelo estado.
“Em Gaspar nós ficamos campeões, em Blumenau ficamos em terceiro lugar em Rio do Sul também”, relembra Dionísio.
Durante a pandemia as viagens foram suspensas, mas os idosos continuam praticando o esporte seguindo os protocolos de segurança e o usando permanentemente as máscaras.
Idoso já participou de vários torneios
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Para manter a vitalidade e o ritmo para participar de tantas competições, o jogador tem alguns segredos.
“Tudo é na hora certa. Levanto na hora certa, como na hora certa, antes de meio dia. As três horas tomo um café, às seis horas tomo a sopa e às 10 horas da noite já estou dormindo.Tenham sempre uma meta na frente. Nunca deixem cair a bola cair, tenham horário pra tudo”, afirma.
Idoso diverte-se no grupo de vôlei de Florianópolis
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Além dos horários marcados, a motivação de Dionísio conta com o apoio de uma parceria de 44 anos.
“A Célia. Esta é o meu anjo da guarda. Nós estamos casados há 44 anos e ela não me deixa me deixa um minutinho só, onde eu quero ir ela me leva”, afirma.
Dionísio e Célia são casados há mais de 40 anos
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Para a geriatra, Márcia Paim, todos os segredos realizados por Dionísio ajudam, mas os exercícios físicos são sem dúvidas, segundo ela, o melhor trunfo.
Além de exercitar os músculos e articulações, eles previnem doenças e melhora a cognição, que é a capacidade de receber e processar informações no cérebro.
“Vários estudos têm demonstrado o efeito de um hormônio cerebral conhecido por BDNF, que é ativado mediante atividade muscular. A gente tem observado nestes estudos que os pacientes apresentam uma melhora importante da concentração, da clareza de raciocínio, do raciocínio lógico”, conclui a geriatra.
Vôlei
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Grupo animado
Além de Dionísio, o GIC tem membros que além dos anos de vida já lidaram com uma série de problemas. A aposentada Vanda Maria Fernandes, de 75 anos, chegou a ter depressão. Mas hoje ela frequenta o grupo sempre que pode.
“Brinco, me distraio, me divirto, minha família me vê feliz. Mando para eles a foto, ficam orgulhosos. É uma bênção muito grande”, conta Vanda.
Grupo de idosos de Florianópolis pratica vôlei adaptado
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Com 80 anos, Máxima Luiza de Andrade, também se diverte nas quadras com os colegas. “Eu gosto mais de atacar… no saque, atacar.Hoje eu errei um monte, mas eu não sou de errar não”, diverte-se.
O professor celebra a vitalidade e animação dos alunos.
Eu me sinto muito alegre, muito feliz trabalhando com eles, porque eles são muito dedicados, são muito amorosos, carinhosos”, concluiu o professor, Fernando Seixas.
Grupo de Idosos do Continente (GIC)
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