Estudante da Faculdade de Medicina morre vítima da COVID em Itajubá

Uma jovem de 20 anos que cursava o 2º período de medicina morreu, na última quarta-feira (8), vítima da COVID-19 em Itajubá, no Sul de Minas. Giulia Lima Bertelli estava internada no Hospital de Clínicas, mas não resistiu às complicações da doença.
Giulia era aluna da Faculdade de Medicina de Itajubá, que suspendeu as aulas presenciais no mês passado diante do risco de surto de COVID-19. A suspensão aconteceu depois que estudantes da instituição participaram de uma festa clandestina no dia 12 de agosto no município. 
Porém, a instituição não confirmou se o óbito da estudante tem relação com a festa. O Diário de Itajubá publicou uma nota divulgada pela faculdade que diz: “Como os demais colegas, a estudante realizou o teste, que deu resultado negativo, porém, com os sintomas em evolução, a jovem foi hospitalizada e seu estado se agravou nos últimos dias”.
A Faculdade de Medicina também publicou nas redes sociais uma nota de pesar lamentando a morte da aluna: “Aos amigos de classe, lamentamos pela perda da colega que entre o convívio acadêmico trouxe a todos bons momentos que serão recordados com eterna saudade. Pedimos a Deus que conforte pais, familiares e amigos neste momento de luto”.
A instituição ainda pede para que os estudantes evitem qualquer tipo de festa no período de pandemia. “Festas e demais encontros não devem ser realizados, com o objetivo de preservar a vida e a segurança de todos”, diz a nota. 

Festa clandestina

Alunos da Faculdade de Medicina de Itajubá realizaram uma festa clandestina no dia 12 de agosto. A instituição tomou conhecimento da festividade após aumento de casos positivos para a COVID-19 entre os dias 20 e 21 de agosto. Inclusive, na ocasião, as aulas presenciais foram suspensas diante do risco de surto da doença.
A faculdade chegou a publicar uma nota de repúdio em relação à atitude dos alunos: “A instituição deixa claro que não compactua com este comportamento inadequado e irresponsável dos envolvidos, sendo um péssimo exemplo que coloca em descrédito as medidas de segurança e prevenção à COVID-19 e também a imagem da IES e por este motivo, abriu uma sindicância para apurar os fatos ocorridos e assim tomar as medidas cabíveis e puníveis”.
A festa foi realizada por estudantes de forma autônoma e fora do campus. Após tomar conhecimento do fato, o Hospital das Clínicas de Itajubá, que recebe os estudantes para atividades de assistência, exigiu que os alunos apresentassem o teste da COVID-19 para dar andamento nas atividades. 


(Gabriella Starneck – Especial para o EM)
 

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