Estudante da UFG ganha prêmio por desenvolver dispositivo capaz de detectar zika e dengue ao mesmo tempo

O sensor, que é feito a base de grafite, levou Lucas Ferreira de Castro a ganhar o CNPq

Pela primeira vez, um bolsista de iniciação científica da Universidade Federal de Goiás (UFG), recebeu o Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica do CNPq, na categoria Bolsista de Iniciação Tecnológica. Lucas Ferreira de Castro, desenvolveu um biossensor feito de papel e grafite, capaz de diagnosticar dengue e zika vírus simultaneamente.

O biossensor tem um custo baixo se comparado com testes feitos para diagnosticar a doença. O estudante, Lucas Ferreira, autor da inovação, explica que “a ideia surgiu da demanda do mercado em desenvolver um dispositivo que seja capaz de identificar essas duas doenças simultaneamente”.

Prestes a ir fazer uma pós-graduação em Paris, Lucas contou como funciona o sensor. “No nosso sensor a gente consegue mobilizar um antígeno, um anticorpo que ele tem uma ligação específica com o anticorpo que vai estar presente no sangue do paciente infectado, tanto com zika vírus, quanto da dengue”.

O professor de química, Wendell Coltro, que orientou o trabalho de Lucas, explica que o diagnóstico do teste vem através de uma “resposta elétrica que é dependente do processo de oxidação. A gente coloca álcool específico para reconhecer aquela doença”. Eles ainda não testaram com amostras reais, mas para o professor a descoberta já se tornou um salto muito grande em termos de inovação.

Wendell ainda destacou que a invenção de Lucas abre portas para desenvolver testes semelhantes para diagnosticar o Covid-19 e reitera a importância dos alunos de graduação fazerem Iniciação Científica.

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