Fogo que consumiu mais de 10% de parque em Ouro Branco é, enfim, controlado

 
Cinco dias após um incêndio de grandes proporções atingir o Parque Estadual da Serra de Ouro Branco, na Região Central de Minas Gerais, as chamas foram debeladas completamente pelo Corpo de Bombeiros neste domingo (12/9), por volta do meio-dia.
 
Com quatro bombeiros militares e dez brigadistas civis em campo e mais uma equipe de apoio, a operação contou com o auxílio ainda de um helicóptero para o transporte de pessoal.
 
Embora os trabalhos tenham sido concluídos na tarde de hoje, o balanço final da devastação só deve ser divulgado na próxima semana. Até a última sexta-feira (10/9), mais de 718 hectares de vegetação foram consumidos pelo fogo – o que corresponde a uma área que ultrapassa 7 milhões de metros quadrados.
 
Abrangendo os municípios de Ouro Branco e Ouro Preto – a aproximadamente 110 km de Belo Horizonte –, o parque estadual possui aproximadamente 7.520 hectares, conforme o Instituto Estadual de Florestas (IEF).
 
À reportagem, o tenente do Corpo de Bombeiros, João Victor Alves de Oliveira, explica que a área atingida foi calculada com base em imagens de satélite – que só estará disponível novamente na próxima quarta-feira (15/9).
 
“No entanto, essa data para divulgação do balanço final é uma previsão, pois dependemos da condição do tempo para contabilizar a área devastada pelo fogo. Se, por exemplo, houver muitas nuvens no dia fica difícil identificar com precisão a área queimada”, explica o tenente.
 
O Corpo de Bombeiros ressalta que os cinco dias de operação contaram com as participações do Instituto Estadual de Florestas (IEF), da Polícia Militar, da Prefeitura de Ouro Branco, da Defesa Civil e das seguintes brigadas: Carcará, Safe Med, Associação Mineira de Defesa do Ambiente (AMDA), B1, Fire, Gerdau, além de voluntários.
 
Como funcionou a operação?
 
O combate ao fogo começou na quarta-feira (8/9), quando os primeiros focos de incêndio se concentravam abaixo do paredão da serra – uma área de vegetação mista, entre pasto e mata. Uma linha de fogo permanecia no local considerado pelos militares de difícil acesso, o que levou a corporação a tentar controlar as chamas pelo topo da serra.
 
Nesse primeiro dia, os trabalhos foram conduzidos por 23 combatentes e com o auxílio de duas aeronaves e um helicóptero. A maioria dos danos ficou concentrada na área de reserva ambiental.
 
Na quinta-feira (9/9), foram utilizados novamente dois aviões e um helicóptero para auxiliar a equipe. Já na sexta-feira (10/9), os trabalhos foram retomados por volta das 6h, quando diversos focos de incêndio já haviam destruído vegetações mistas de pasto, cerrado e mata atlântica.
 
Os primeiros sinais de controle da situação aconteceram nesse sábado (11/9), pois os bombeiros militares e brigadistas civis obtiveram êxito na extinção dos principais focos das queimadas durante uma operação que teve início às 6h30 e terminou às 14h30.
 
O penúltimo dia de trabalho contou com 43 combatentes em campo e mais 34 pessoas atuando na coordenação e logística da operação. Além da presença de voluntários, duas aeronaves e um helicóptero deram apoio com lançamentos de água e transporte da equipe.
Adicionar aos favoritos o Link permanente.

Os comentários estão desativados.