Fortaleza acumula inflação de 11,2% em 12 meses, a 5ª maior do país


Em agosto, alta dos preços em Fortaleza foi de 0,43%, uma das menores entre as cidades pesquisadas pelo IBGE para o período. Alta na gasolina puxa inflação no Brasil em agosto
Thiago Gadelha/SVM
A escalada da inflação em Fortaleza deu uma desacelerada em agosto, mas continua como uma das maiores do país considerando o acumulado dos últimos 12 meses.
Conforme a inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a oficial do país, os preços ficaram 0,43% mais caros em agosto na capital cearense. Já considerando os 12 meses anteriores, os preços subiram 11,2%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A inflação no período de 12 meses — outubro de 2020 a agosto de 2021 — em Fortaleza é a quinta maior do país, ficando atrás de Curitiba (12,08%), Campo Grande (11,26%), São Luís (11,25%) e Rio Branco (11,97%).
Inflação no Brasil
No Brasil, a inflação foi de 0,87% em agosto, alta puxada principalmente pela elevação da gasolina. Segundo o IBGE, a alta foi de 2,96%, acima dos 1,24% do mês anterior. Só a gasolina, com alta de 2,80%, foi responsável por 0,17 ponto percentual da inflação mensal, sendo o item com o maior impacto individual sobre o índice. Etanol (4,50%), gás veicular (2,06%) e óleo diesel (1,79%) também ficaram mais caros no mês.
“O preço da gasolina é influenciado pelos reajustes aplicados nas refinarias de acordo com a política de preços da Petrobras”, disse em nota o analista da pesquisa, André Filipe Guedes Almeida.
Almeida destacou que “o dólar, os preços no mercado internacional e o encarecimento dos biocombustíveis são fatores que influenciam os custos, o que acaba sendo repassado ao consumidor final”.
Inflação em agosto de 2021 foi a maior para o mês desde o ano 2000
Economia/G1
Veja o resultado para cada um dos grupos pesquisados:
Dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados, 8 apresentaram alta em julho:
Alimentação e bebidas: 1,39%
Habitação: 0,68%
Artigos de residência: 0,99%
Vestuário: 1,02%
Transportes: 1,46%
Despesas pessoais: 0,64%
Educação: 0,28%
Comunicação: 0,23%
Saúde e cuidados pessoais: -0,04%
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