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Aos 7 anos, medalhista de ouro em Olimpíada de Astronomia lê Harry Potter e gosta de admirar estrelas


Mãe, que é professora, afirma que ciência costuma ser assunto dentro de casa até na hora do jantar. Estudante de Campinas (SP) participou da competição pela primeira vez. André, de 7 anos, diz que o que mais gosta na astronomia é observar as estrelas
Lígia Bertoni/Arquivo pessoal
Medalhista de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), o pequeno André Bertoni, de 7 anos, é um admirador da magia e do espaço. Ao g1, a mãe do estudante de Campinas (SP) revelou que ler Harry Potter e observar as estrelas estão entre seus passatempos preferidos.
“A gente nem tem muito costume de usar a televisão com as crianças, para que eles brinquem bastante, que eles leiam muito. A gente sempre lê livros. Estamos lendo em família agora Harry Potter e a Câmara Secreta. A gente já terminou a primeira versão de Harry Potter, já terminou uma das Crônicas de Nárnia. Então, leitura faz parte da nossa rotina”, conta Lígia Bertoni.
A mãe de André é professora, e o pai, engenheiro. Dentro de casa, ambos têm a preocupação de ter a educação em dia e conversar bastante sobre assuntos variados como ciências, por exemplo, que costuma ser assunto até mesmo na hora do jantar.
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Segundo a mãe – e o próprio André -, o que o garoto mais gosta na astronomia são as estrelas e, em uma viagem de férias com a família para uma área rural, fizeram questão de observá-las com bastante clareza no céu.
“A gente conversa sobre como as coisas funcionam, o porquê funcionam. Quando teve a casa aberta do CNPEM [Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais], ele fez algumas oficinas de biologia também, participou de algumas coisas. Ele sempre estava fazendo perguntas. Mesmo quando é em outras áreas, ele se interessa bastante e quer saber como as coisas funcionam”, diz a mãe.
Conquista na estreia
Esta foi a primeira participação do garoto na OBA. A mãe afirma ter descoberto o evento por meio de cartazes na escola, e a ideia de inscrever André ganhou força após o marido revelar que também havia participado da competição no período escolar.
“Quando apareceu as Olimpíadas, nós oferecemos para ele participar, ele [e outros alunos da escola] se interessaram e aceitaram o convite de fazer as Olimpíadas. Só que a gente não imaginava que logo na primeira vez eles teriam um resultado tão legal, né?” , relata.
Apesar de André ter achado a prova “mais ou menos” difícil, conforme ele mesmo descreve, o estudante afirma ter ficado muito feliz por participar e ganhar a medalha de ouro, e gostaria que mais crianças participassem da Olimpíada nos próximos anos.
Sobre a OBA
A OBA é realizada anualmente pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB) entre alunos de todos os anos do ensino fundamental e médio em todo território nacional. A prova é adequada para cada nível escolar, sendo 4 níveis diferentes de conteúdo e dificuldade. Os ganhadores da medalha também ganham um certificado no final do ano.
Conforme o que diz o regulamento, “a OBA tem por objetivos fomentar o interesse dos jovens pela Astronomia, Astronáutica e ciências afins, promover a difusão dos conhecimentos básicos de uma forma lúdica e cooperativa, mobilizando num mutirão nacional”.
Neste ano, foi realizada a 26ª edição da Olimpíada e avaliação teve aplicação presencial em maio em cada escola pública e privada que se inscreveu no projeto. Em Campinas, 286 alunos do ensino fundamental I e II e ensino médio participaram neste ano. A classificação de medalhas bronze, prata e ouro pode ser consultada pelo site oficial.
*Sob a supervisão de Gabriella Ramos.
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