Homem é condenado a 66 anos de prisão por estupro de 3 crianças em SC

Um homem foi condenado a 66 anos de prisão pelos crimes de estupro de vulnerável contra três meninas, em Correia Pinto, no Planalto Serrano. O crime mais recente teria ocorrido em 2019, mas, ele cometia os abusos desde 2010. Os casos mais antigos só vieram à público após a família da última vítima registrar a ocorrência.

Conselho Tutelar de São José tem estrutura para acolher vítimas – Foto: Caroline Borges/ND

Segundo a Promotora de Justiça Ana Carolina Ceriotti, do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), os estupros mais antigos não foram levados à polícia porque o agressor ameaçava as vítimas afirmando que iria matar os pais delas se falassem algo.

Conforme a denúncia, o homem se aproveitava da confiança dos familiares das crianças para cometer os abusos sem levantar suspeitas.

Casos de abusos

No caso de 2019, o criminoso abusou da filha de um sobrinho durante a madrugada. Ele teria tocado nas partes intimas da criança, de 12 anos, enquanto os pais dormiam em sua casa. A família da menina registrou um boletim de ocorrência, o que motivou as primeiras vítimas – já maiores de idade, a denunciar o agressor.

Em 2010 o criminoso abusou de uma menina que frequentava sua casa. A família confiava no homem por serem integrantes da mesma igreja.

A criança entre seis e nove anos ficava na casa quando os pais precisavam ir a algum compromisso e não poderiam levá-la. O homem abusava da criança quando conseguia ficar sozinho com ela e, a impedia que gritasse por socorro.

Nos anos de 2013 e 2014, o criminoso abusou de sua sobrinha-neta. Ela tinha seis anos na época do crime. A Promotora afirma que os laços familiares, a amizade e a proximidade na igreja foram usadas pelo homem para facilitar a prática do crime e garantir a impunidade dele, por ser considerado uma pessoa acima de qualquer suspeita.

“É comum nesses casos que o agressor seja pessoa próxima e de confiança dos familiares das vítimas, o que facilita a reiteração delitiva ao longo do tempo”, afirma Ana Carolina Ceriotti.

Condenação

O homem foi condenado a 66 anos e 6 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo crime de estupro de vulnerável. A pena foi aumentada por ele possuir autoridade sobre as vítimas.

O juízo também fixou o pagamento de indenização por dano moral no valor de R$ 50 mil, dividido nas proporções de 50%, 40% e 10% às vítimas pelas consequências do crime praticado a cada uma delas. A decisão é passível de recurso, mas como o homem previamente preso, não poderá recorrer em liberdade.

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