Homem morto a tiros pela namorada em hostel cumpria pena em liberdade por 4 crimes


Vinícius Poiatto de Sousa, de 36 anos, e a namorada, moradores de Campo Limpo Paulista, estavam hospedado em um hostel, em Guarujá, litoral de SP, quando ele foi morto a tiros. A mulher afirmou que era agredida, violentada sexualmente e psicologicamente pelo companheiro. Arma usada no crime foi encontrada no hostel onde o casal estava hospedado, em Guarujá
Reprodução/Plantão Guarujá
O homem de 36 anos que foi morto a tiros pela namorada em um hostel, em Guarujá (SP), cumpria pena em liberdade condicional desde maio de 2020. O corpo de Vinícius Poiatto de Sousa foi enterrado na sexta-feira (17), no cemitério Bosque da Saudade, em Campo Limpo Paulista.
De acordo com o Tribunal de Justiça, Vinícius havia sido preso em janeiro de 2015, em Campo Limpo Paulista. Ele foi condenado a 17 anos e 10 meses de prisão por quatro crimes: tráfico de drogas, corrupção de menores, porte ilegal de arma de fogo e receptação.
Ainda segundo o TJ, em maio de 2019 foi concedida a progressão do cumprimento da pena em regime semiaberto. Já em maio de 2020, foi expedido o livramento condicional e Vinícius passou a cumprir pena em liberdade.
O assassinato ocorreu na noite de quarta-feira (15), no Jardim Guaiúba, em Guarujá. O casal de Campo Limpo Paulista estava hospedado no hostel, quando, à noite, pessoas que estavam no local ouviram os disparos e encontraram a mulher, de 23 anos, que confessou ter atirado no companheiro.
A morte de Vinícius está sendo investigada como homicídio simples pela delegacia Sede de Guarujá. Ao G1, a Polícia Civil informou que a arma foi apreendia e estava com numeração suprimida.
A jovem foi liberada após alegar legítima defesa e relatou que sofria agressões e abusos por parte do namorado. A identidade dela não foi informada.
Crime
Após atirar contra o namorado, a suspeita de cometer o crime ligou para a Polícia Militar e se entregou. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou o óbito do homem no local.
Em depoimento à polícia, a jovem relatou que sofria violência psicológica, violência sexual, isolamento, vigilância constante, perseguição e até controle por parte do namorado. Ela ainda afirmou que teria cometido o crime para se defender.
Após o depoimento, a mulher foi encaminhada para uma unidade de saúde da cidade, onde um exame médico preliminar constatou hematomas e escoriações.
De acordo com a Polícia Civil, diante das informações passadas pela mulher, as marcas que ela tinha pelo corpo e a apresentação espontânea, ela foi ouvida e liberada.
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