IBGE aponta que 45% dos estudantes do AC tiveram relação sexual com 13 anos ou menos


Mais de um terço dos estudantes do Acre de 13 e 17 anos já teve relação sexual. Dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2019 divulgados na semana passada. IBGE aponta que 45% dos estudantes do AC tiveram relação sexual com 13 anos ou menos (imagem ilustrativa)
Jesús Rodríguez / Unsplash
Cerca de 44,8% dos estudantes de ensino fundamental e médio do Acre tiveram relação sexual com 13 anos ou menos, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2019, divulgada na última sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre os estudantes que relataram terem tido a primeira relação sexual nessa faixa etária, 53,1% eram meninos e 33,7% meninas. O estudo aponta que desse total 45,1% são alunos da rede pública e 28,6% da rede privada.
Os dados indicam ainda que em 2019, 43,8% dos estudantes acreanos, com idades entre 13 e 17 anos, também disseram já terem tido alguma relação sexual. Na rede pública, esse percentual (45,0%) foi mais alto do que na rede privada (19,1%).
A análise dos percentuais de iniciação sexual mostrou que 50,8% dos meninos de 13 a 17 anos já tiveram relação sexual alguma vez, enquanto entre as meninas o percentual foi de 37,1%. Desse percentual, 12,8% das meninas engravidaram alguma vez na vida. Esse é o maior índice de gravidez na adolescência da região Norte.
Preservativos
Entre os estudantes que já haviam tido uma relação sexual, 61,8% usaram camisinha ou preservativo em sua primeira vez.
A pesquisa mostrou ainda que 38,8% dos alunos compraram a camisinha (seja em farmácias, mercados ou lojas) e 19,5% a obtiveram junto aos serviços de saúde. Em 22,3% dos casos foi o parceiro ou a parceira que apresentou o preservativo.
Com exceção da camisinha, a pílula anticoncepcional foi o método contraceptivo utilizado pela maioria das estudantes, um percentual de 41,8%.
A pílula do dia seguinte (21,0%) e os contraceptivos injetáveis (16,3%) foram a segunda e a terceira categoria mais utilizadas. Em 2019, 42,9% das meninas de 13 a 17 anos que já haviam tido relação sexual usaram a pílula do dia seguinte alguma vez na vida.
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