Inflação está no pior momento, mas deve encerrar 2021 ao redor de 7,5%-8%

Adriano Machado/Reuters

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“A sombra da inflação em alta está sobre nós no momento. Acho que estamos no pior momento da inflação”, afirmou o ministro Paulo Guedes durante evento

O ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliou hoje (10) que o país está passando agora pelo pior momento da inflação mas que o avanço de preços na economia irá desacelerar para fechar o ano ao redor de 7,5%-8%, voltando ao intervalo da meta perseguida pelo BC (Banco Central) em 2022.

A previsão representa forte piora ante o último número oficial do Ministério da Economia, divulgado em julho, de uma alta de 5,90% para o IPCA em 2021. Já a perspectiva do mercado é de crescimento de 7,58% para a inflação, conforme boletim Focus mais recente, feito pelo BC junto a uma centena de economistas.

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“A sombra da inflação em alta está sobre nós no momento. Acho que estamos no pior momento da inflação”, disse Guedes, ao participar de conferência promovida pelo Credit Suisse.

O IPCA nos 12 meses até agosto bateu em 9,68%, disparando bem acima do teto da meta oficial para este ano — inflação de 3,75%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos

“Acho que vai começar a desacelerar e fechar o ano ao redor de 8%, 7,5%, algo como isso”, previu o ministro.

Guedes também estimou que o IPCA voltará ao topo da banda de inflação em 2022.

“Nossa expectativa com relação à inflação é que voltaremos ao topo da banda no ano que vem, dezembro do ano que vem. Vamos nos aproximar de 4%, que seria o topo da banda”, disse ele.

Para ​2022, a meta de inflação é de 3,50%, também com margem de 1,5 ponto para mais ou para menos, o que leva o limite superior da meta a 5%. O mercado prevê alta de 3,98% para a inflação no ano que vem, ao passo que a última projeção do Ministério da Economia era de aumento de 3,50%.

Para combater o avanço de preços na economia, o ministro afirmou que o governo irá reduzir tarifas de importação e “provavelmente alguns impostos”.

“É um bom momento para avançar na abertura da economia”, destacou ele, sem entrar em detalhes sobre alíquotas. (Com Reuters)

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