Jovem que se vestiu de Bela durante vacinação para homenagear tia morta usa fantasia da Branca de Neve ao tomar 2ª dose


Em agosto, Mariane Moura Levada se fantasiou de Bela para homenagear a tia, que morreu de Covid-19 no ano passado e sempre a chamava de ‘princesinha’. Jovem que se vestiu de Bela durante vacinação para homenagear tia morta usa fantasia da Branca de Neve ao tomar 2ª dose
Mariane Moura/Arquivo pessoal
Com o objetivo de encerrar o ciclo de homenagens à tia que morreu de Covid-19 no ano passado e contribuir com a campanha de vacinação, a universitária Mariane Moura Levada, de 23 anos, foi até uma UBS de Jundiaí (SP) para receber a segunda dose da vacina neste sábado (11) vestida como a princesa Branca de Neve. Em agosto, ela se vestiu de Bela para tomar a primeira dose.
A ideia de se caracterizar de princesas surgiu para homenagear a tia dela, Cleide Aparecida dos Santos Moura, de 64 anos, que sempre a chamava de “princesinha”. No momento em que recebeu a primeira dose, Mariane explicou a ação.
“Eu faço cosplay e tinha esse vestido em casa. Então, quando soube que ia me vacinar, olhei o vestido e tive essa ideia de fazer uma homenagem para a minha tia Cleide, que sempre me chamava de princesinha. Estava esperando tanto pela primeira dose da vacina e achei que era o momento certo. Então, onde quer que ela esteja, hoje eu sei que ela viu que a princesinha dela se vacinou e estou muito feliz”, afirmou.
A jovem diz que a ação também chamou a atenção das pessoas para a importância da vacinação, o que serviu de incentivo para que ela repetisse a ideia na segunda dose.
“Tenho que completar a minha homenagem e, o mais importante, se eu chamei a atenção para a primeira dose da vacina, a segunda é tão importante quanto”, explica.
Mariane com a tia Cleide na última viagem que fizeram juntas
Mariane Moura/Arquivo pessoal
‘Amor muito grande’
Em agosto, a mãe de Mariane contou ao G1 que a irmã dela, Cleide, tinha Doença de Chagas. Em julho do ano passado, ela passou mal e precisou ser internada. Durante a internação, Cleide foi submetida a um exame de Covid, que constatou a doença. Uma semana depois, ela não resistiu e morreu.
“Foi tudo muito rápido. Ela já estava debilitada por conta da Doença de Chagas. Aí, veio a Covid. Na causa da morte estavam as duas doenças. Ela morava perto da gente, cuidada de nós. Então, ver minha filha fazendo essa homenagem, ainda mais porque só faltava ela na família para ser vacinada, foi emocionante. Torcemos para que tudo possa melhorar”, afirmou Cristeria de Moura Levada.
“Era um amor muito grande entre mim e ela. Ela não teve filhos e eu era praticamente a filha dela. Eu perdi minhas avós muito cedo. Ela foi minha avó, minha mãe, minha melhor amiga. Ela cuidou da minha mãe e cuidou de mim. Estou feliz que, depois de um ano da morte dela, eu pude fazer essa homenagem e a destacar. Fiquei muito emocionada”, ressaltou a jovem.
Mariane contou que a relação entre ela e a tia era muito forte e que sente que agora, com as duas doses e com as duas homenagens, o ciclo está completo.
“Sei que está completo o ciclo. Tanto o que eu propus para homenagear minha tia, quanto o que propus de chamar a atenção para a vacinação”, finaliza.
Mariene recebendo a primeira dose fantasiada da princesa Bela
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*Colaborou sob supervisão de Ana Paula Yabiku
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