Juíza descarta suspeita de uso do telefone apreendido de Dr. Jairinho

Rio de Janeiro – A juíza do 2º Tribunal do Júri, Elizabeth Louro, não aceitou a alegação da defesa do ex-vereador e médico Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, de que um dos telefones dele apreendidos pela polícia havia sido usado, mesmo estando em posse das autoridades.

O aparelho foi um dos cinco pertencentes a Jairinho recolhidos pela polícia em 8 de abril, quando o parlamentar cassado e a professora Monique Medeiros foram presos  acusados da morte do menino Henry Borel, em 8 de março.


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Segundo o advogado Braz Sant’Anna, no dia 28 de julho partiu do aparelho a mensagem “Jairinho saiu do grupo”. A informação foi repassada por uma assessora de Jairinho e seria referente a um grupo de fotos da Câmara de Vereadores.

“Não se sustentam as alegações de que o aparelho celular do réu, apreendido nesse processo, estaria sendo manuseado”, afirmou a magistrada em trecho de decisão de segunda-feira (6/9).

Ela aceitou ainda a explicação dos advogados do pai de Henry, o engenheiro Leniel Borel, de que as contas de as contas de WhatsApp são apagada automaticamente quando permanecem sem conexão por mais de 120 dias, sendo que contas apagadas são automaticamente excluídas de grupos.

Primeira audiência da morte de Henry

A magistrada marcou para 6 de outubro, às 9h30, a primeira audiência sobre o caso, onde serão ouvidas as testemunhas de defesa.

Jairinho e Monique foram denunciados pelo Ministério Público por tortura e homicídios triplamente qualificado contra o garoto.

O então casal alegou que havia sido acidente doméstico, mas perícia do Instituto Médico Legal constatou 23 lesões no corpo do menino por agressão.

 

 

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