Julgamento de ex-presidente da VW por escândalo de emissões volta a ser adiado

O julgamento do ex-presidente da Volkswagen pelo escândalo de manipulação de emissões, conhecido como Dieselgate, voltou a ser adiado, informou nesta quinta-feira (9) a justiça alemã, embora o processo para outros altos funcionários da multinacional alemã tenham sido mantidos.

Todos são acusados de fraude em crime organizado e fraude fiscal com agravante por este escândalo que veio à tona em setembro de 2015, quando a fabricante alemã admitiu ter manipulado 11 milhões de veículos para que os controles mostrassem níveis de emissões de gases contaminantes inferiores à realidade.

Em um comunicado, o tribunal de Brunswick encarregado do caso justifica o atraso pela “situação de saúde” de Winterkorn, submetido “recentemente” a uma intervenção cirúrgica.

O processo já tinha sido atrasado em duas ocasiões devido à pandemia de covid-19.

Neste contexto, a justiça decidiu manter a abertura do julgamento de 16 de setembro para os demais acusados e, assim, iniciar um processo que se anuncia longo e complexo.

O tribunal não se atreveu a fazer um prognóstico sobre quando Winterkorn estará “inteiramente ou pelo menos parcialmente apto a se submeter a um processo”.

Este julgamento é o segundo do tipo penal por este escândalo. O primeiro atinge Rupert Stadler, ex-presidente da Audi, filial do grupo Volkswagen.

Stadler é acusado de fraude, emissão de certificados falsos e publicidade enganosa.

O grupo Volkswagen pagou caro por este escândalo, com mais de 30 bilhões de euros (cerca de 35,5 bilhões de dólares) desembolsados em multas e indenizações.

Winterkorn também terá que pagar 11,2 milhões de euros (13,25 milhões de dólares) à sua antiga empresa por danos e juros, no âmbito de um acordo amigável entre o grupo e vários ex-dirigentes.

VOLKSWAGEN

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