Justiça condena homem que matou japonesa em cachoeira de Abadiânia

Goiânia – A justiça de Goiás condenou a 23 anos de prisão, em regime fechado, o homem que assassinou a japonesa Hidomi Akamatsu, de 43 anos, em Abadiânia. O corpo dela foi encontrado na cachoeira que fica dentro da propriedade da Casa de Dom Inácio de Loyola, fundada pelo médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, em novembro de 2020.

Rafael Lima da Costa não terá direito a responder pelo crime em liberdade. A decisão é do juiz Marcos Boechat Lopes Filho, que atua na comarca da cidade. O magistrado condenou o réu por latrocínio e ocultação de cadáver.

De acordo com a denúncia, no dia 10 de novembro de 2020, às 13h, Rafael encontrou Hidomi na cachoeira e roubou pertences da vítima, como um colchonete, uma saia, uma bermuda, uma calcinha, uma blusa e uma blusa de frio. A ação culminou no assassinato dela.


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Hidomi estava na cidade, pois frequentava as atividades espirituais na Casa de Dom Inácio. Ela ficou desaparecida por quase uma semana. O corpo só foi encontrado no dia 17/11.

Akamatsu estava sozinha e se mudou para o Brasil, segundo a polícia, anos depois de sobreviver ao acidente nuclear de Fukushima, ocorrido em 2011.

O desaparecimento e morte da japonesa tiveram ampla repercussão, até na mídia internacional. A embaixada do Japão, no Brasil, acompanhou os trabalhos da investigação e intermediou o contato com a família.

Elucidação

O crime foi elucidado, após análise de câmeras de segurança próximas ao local. Os registros mostram quando Hidomi passa caminhando e, em seguida, Rafael desce e sobe como se estivesse procurando aleatoriamente uma vítima para assaltar.

Pelas imagens, é possível notar, inclusive, que o rapaz desce vestindo uma roupa e sobe, minutos depois, sem ela e já usando uma vestimenta parecida com a que a Hidomi estava portando.

Veja:

Em depoimento, o jovem disse à polícia que a intenção era roubar para pagar dívidas de droga, mas como a japonesa não tinha nada, além de roupas e um colchonete, ele decidiu matá-la por enforcamento e esganadura.

O exame cadavérico, no entanto, concluiu que ela morreu por traumatismo craniano, causado por um objeto contundente.

Suspeita de estupro

À época, Rafael relatou à polícia que teria estuprado Hidomi, mas o trabalho da perícia não conseguiu comprovar o crime. O corpo foi encontrado em estado avançado de decomposição e não foi possível localizar vestígios de sêmen ou do DNA dele nas roupas da mulher.

Ao juiz, ele assumiu o roubo e disse que jogou a japonesa na vala onde ela foi encontrada, ainda desmaiada. Sobre o corpo de Hidomi, Rafael colocou pedras para tentar esconder o cadáver. Parte da coxa e dos joelhos, no entanto, ficaram à mostra.

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