Justiça erra e manda prender de novo cientista confundido com miliciano

Rio de Janeiro – Solto na última quinta-feira (9/9) após 23 dias preso por engano, o cientista de dados da IBM Raoni Lázaro Rocha Barbosa viveu mais uma manhã de pânico e apreensão. Desta vez, a Justiça emitiu um mandado de prisão para o criminoso correto, o miliciano Raony Ferreira, que vive em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. No entanto, na ordem judicial, o endereço informado era mais uma vez do inocente, em Campo Grande, na zona oeste do Rio.

Os advogados do cientista perceberam o novo erro e comunicaram à 1ª Vara Criminal, que está apurando o caso e já determinou a retificação do mandado. “Não deu uma semana e já estamos de novo nesse drama. É uma sequência de erros, inacreditável. Ele está transtornado, com raiva. Não esperávamos isso. Se os advogados não percebessem, seria preso de novo. A polícia não cumpre mandado perguntando ou conferindo se o nome tem “y” ou não. É um pesadelo“, desabafa ao Metrópoles Érica Armond, esposa de Raoni.


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O pedido à Justiça para a troca do endereço, que estava errado, foi enviado na noite de terça-feira à 1ª Vara Criminal. Avisados, o casal não dormiu, com medo, vigiando e rezando para que não chegassem os carros da polícia novamente na porta de casa de novo. “Não foi fácil. Passamos as últimas horas em pânico, com medo de não conseguir, novamente, mostrar que erraram”, completa Érica.

Em nota, a 1ª Vara Criminal informa que apura o erro e que o mandado já foi corrigido. “Cientificado pela mídia de que houve um erro no endereço do mandado de prisão, o juiz determina o recolhimento do mandado de prisão e a substituição por outro com o endereço indicado pela Polícia Civil no depoimento prestado pelo réu com urgência”, diz, em nota.

“Precisamos de uma solução, resolver tudo de vez. Não quero, daqui a cinco anos, ser acordada pela polícia novamente, não posso esperar que volte a acontecer”, desabafa Érica.

Raoni foi acusado de fazer parte da milícia de Duque de Caxias e teria sido reconhecido por foto como responsável pela cobrança de taxas a moradores e comerciantes da cidade da Baixada para o grupo paramilitar. Após 23 dias preso por engano, ele desabafou: “Na delegacia, tentei o tempo todo explicar, falar que era um erro, mas em nenhum momento fui escutado”, disse.

 

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