Mais de 1,5t de peixes morre em lago de praça de São Sebastião do Paraíso

Considerada o cartão-postal de São Sebastião do Paraíso, a Lagoinha enfrentou uma devastação nos últimos três dias. Mais de 1,5 tonelada de peixes de portes médio e grande morreu em decorrência da poluição da água.

Tudo por causa de uma chuva ácida que atingiu a cidade na última quinta-feira (09/09) à tarde, quando a tarde virou noite, por volta das 14h, em São Sebastião do Paraíso. O vento empurrou a fuligem de um incêndio de grandes proporções na cidade de Batatais (SP), distante 70 quilômetros da cidade, e começou a chover na cor preta, atingindo também a Lagoinha.
 

Na sexta-feira, a prefeitura ainda tentou colocar bombas aeróbicas na tentativa de salvar os peixes, porém, sem sucesso. No sábado, o prefeito Marcelo Morais liberou a captura por tarrafas e redes, na tentativa de não deixá-los morrer sufocados. Mesmo assim, a mortandade foi inevitável.
 
Ontem, a água do lago era preta e vários peixes boiaram mortos. O mau cheiro era insuportável e só permaneciam no local os funcionários recolhendo os peixes mortos.

A Lagoinha é ponto turístico mais procurado por paraisenses e visitantes, sendo frequentada por crianças, por ter em seu redor um parque infantil, adolescentes e jovens, adultos e idosos que procuram o lugar para o lazer, seja aproveitando a estrutura de bares e lanchonetes, fazendo caminhadas, atividades físicas ao ar livre e para ter contato com a natureza.
 

“O caso da Lagoinha foi por causa dessa chuva ácida, em que não houve contaminação dos peixes e sim falta de oxigenação. Nós liberamos a pessoas para retirar os peixes porque achamos que poderíamos salvá-los levando-os para outro local, mas, infelizmente, não conseguimos. Agora nós estamos terminando a limpeza, dando condição para as pessoas ficarem em um local que não tenha tanto dano, mas desde quinta-feira, por causa da chuva ácida, a gente está lutando, tentando melhorar a situação na Lagoinha”, disse o prefeito Marcelo Morais, que acompanhou parte dos trabalhos de remoção dos peixes mortos.
 
Os peixes mortos foram levados para o aterro sanitário, seguindo todos os protocos sanitários.
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