Manejo racional do solo garante sustentabilidade do agronegócio

Tecnologia, irrigação na medida certa e uso de fertilizantes orgânicos ajudam propriedade familiar a manter a produção ao longo de todo o ano. Manejo racional do solo garante sustentabilidade do agronegócio
“O agricultor familiar tem uma responsabilidade enorme com a produção de alimentos no Brasil. Somos responsáveis por produzir 70% dos alimentos que chegam à mesa do resto da população. Isso me orgulha muito”, afirma Valter Diógenes, 29 anos, agrônomo e produtor rural de Petrolândia (PE), destacando a importância dos pequenos produtores para o agronegócio nacional.
E se alguém pensa que os pequenos trabalham de forma rudimentar, engana-se. A tecnologia é uma grande aliada, em especial quando se busca a sustentabilidade do agronegócio. Diógenes, por exemplo, cita o manejo diferenciado, o sistema de irrigação mais eficiente, material genético com maior potencial e até fertilizante mais eficiente como formas de ajudar a manter a produtividade alta.
Poder contar com um veículo potente também faz a diferença.
“A S10 ajuda bastante no manejo da propriedade – seja para carregar um insumo até a lavoura, seja para escoar a produção. Também é versátil e permite que a gente passeie com a família além de trabalhar”, elogia.
Natureza em primeiro lugar
A preservação ambiental é pensada e trabalhada diariamente, pois o produtor reconhece que é preciso cuidar da natureza para poder manter a produtividade da fazenda.
“É preciso produzir de forma sustentável para que o negócio perpetue e a gente consiga alimentar a população sem causar problemas ao meio ambiente”, diz Diógenes.
Dessa forma, ele usa os conhecimentos de agrônomo para cuidar da fazenda da melhor maneira possível e conta que só usa defensivos quando realmente necessário e procura nutrir as plantas de forma orgânica para preservar a sanidade do solo.
Até o manejo da irrigação é feito de forma racional, aplicando a quantidade de água que a planta necessita, sem excessos, para poder conservar os nutrientes no solo.
“É importante pensar nesse manejo racional para poder garantir o futuro da propriedade”, afirma.
Tradição familiar
Diógenes é descendente de indígenas e cresceu no campo. Seus avós saíram da aldeia para trabalhar com gado na região na década de 1960. Em 1988, quando houve a transição da cidade antiga para a nova, por conta da usina de Itaparica, eles foram realocados e passaram a cultivar coco.
A sucessão aconteceu de forma natural, a partir de 2005. Diógenes se afastou do campo para cursar a faculdade e, quando voltou, já agrônomo, conciliou a administração da propriedade com o trabalho em outros segmentos.
“Você sai da terra, mas a terra não sai de você. O valor sentimental vinculado à propriedade é muito grande.”
Ele e o irmão mais velho administram a fazenda com orgulho e dedicação. As dificuldades existem:
“a agricultura familiar é a que mais sofre com essas mudanças socioeconômicas que ocorreram com a pandemia. A gente vende a fruta a preço de real, mas compra insumos a preço de dólar. Isso torna a atividade difícil de se manter”, pontua.
· Nome: Valter Diógenes
· Idade: 29
· Cidade: Petrolândia, Pernambuco
· O que cultiva: banana, mamão, limão, coco e manga
· Produtividade: 30 mil bananas por hectare/mês; 8 toneladas de manga por hectare / safra; 120 caixas de mamão por hectare / semana; 350 cocos por coqueiro / ano.
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