Mendanha diz que é casado com o MDB mas mantém “casos” com vários partidos

Fato: o prefeito de Aparecida de Goiânia não fala mais em nome do MDB. Ele está amando o PSDB, o PL, o Patriota e o Podemos

André Luis Rosa, secretário da Fazenda; Fábio Passaglia, secretário de Governo e Casa Civil, Renata Abreu, presidente nacional do Podemos, e Gustavo Mendanha, prefeito de Aparecida de Goiânia — em São Paulo | Foto: Divulgação

O prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, afirma que é “casado” com o MDB, mas leva vida de “solteiro” — flertando, aqui e ali, com vários partidos.

Mendanha flerta com o PSDB de Marconi Perillo — seu atual chefe político —, com o Republicanos do deputado federal João Campos, com o PL da deputada federal Magda Mofatto, com o Podemos da deputada federal Renata Abreu (esteve até em São Paulo, na casa da parlamentar), com o PSL do deputado Delegado Waldir Soares e com o Patriota do empresário Jorcelino Braga. Joga beijinhos para, jura amor eterno para outro. E assim segue, não se sabe se iludindo os possíveis novos parceiros ou se iludindo a si próprio (há quem diga que não vai disputar o governo, e sim bancar sua mulher, Mayara Mendanha, para deputada federal).

Marconi Perillo, Gustavo Mendanha e José Eliton | Foto: Reprodução

Se está “negociando” com tanta gente, traindo o MDB abertamente, por que teima em falar que pretende ser candidato a governador pelo partido? Puro jogo de cena, típica marola dos que se julgam espertos demais e avaliam que os outros são bobos. Mendanha, na prática, já saiu do MDB — só falta oficializar. Mas quer passar a imagem de que está saindo — a rigor, já saiu — porque o MDB não lhe abriu espaço para disputar o governo. Quando, como se sabe, o projeto para 2022, no MDB, é o de Daniel Vilela — que firmou uma aliança com o governador Ronaldo Caiado (DEM) para ser o seu vice. Mesmo sabendo disso, e devendo tanto a Maguito Vilela (cuja memória tenta explorar, sempre pedindo para fazer fotos tendo um quadro “moderninho” de Maguito ao fundo — fingindo que não está traindo o filho daquele que o bancou para prefeito em 2016) e ao próprio Daniel Vilela, Mendanha, incentivado por Marconi Perillo, Sandro “Mendez” Mabel e Jorcelino Braga (Patriota), decidiu atropelá-lo.

Jânio Darrot e Gustavo Mendanha | Foto: Reprodução

O fato — note: fato — é que Mendanha não fala mais pelo MDB. Nem ele nem seus acólitos. “Quem fala pelo MDB são Daniel Vilela [presidente estadual do partido], os 27 prefeitos leais ao partido [nenhum apoia Mendanha, a quem chamam de “Maudanha” e “traidor”] e os deputados estaduais Humberto Aidar, Henrique Alves e Bruno Peixoto”, afirma um prefeito.

Delegado Waldir Soares e Gustavo Mendanha: o prefeito tentou se filiar ao PSL | Foto: Reprodução

Hoje, pode-se dizer que Mendanha fala mais pelo PSDB de Marconi Perillo, e pelos outros partidos que tem procurado, do que pelo MDB. O prefeito “de” Aparecida (o “de” entre aspas tem a ver com o fato de que se tornou uma espécie de prefeito itinerante: quem quiser se esconder dele basta ir para Aparecida. Os secretários se tornaram “prefeitos informais”), repita-se, já saiu do MDB. Só falta formalizar a saída.

Jornalista que ainda acredita que Mendanha ainda “é” do MDB entende de muitas coisas, até de ilusionismo — porém, menos de política.

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