Mesmo sem desabastecimento, motoristas criam filas em postos de Uberlândia

 
 
Mesmo sem ter qualquer informação concreta de desabastecimento, motoristas de Uberlândia fizeram filas em vários postos de combustíveis nesta quinta-feira (9/9). A maior demanda fez com que as revendas subissem os preços, o que desencadeou uma fiscalização do Procon local para tentar inibir aumentos abusivos na cidade do Triângulo Mineiro.
 
As filas foram registradas em todas as regiões da cidade. O medo era de que as recentes manifestações de caminhoneiros no País em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fechassem rodovias e, assim, impedissem o abastecimento de combustíveis.
 
“A gente está recebendo pelas redes sociais informações que pode haver nova paralisação, daí eu fico com medo e abasteci, porque meu carro está com tanque vazio”, disse a cliente Maria Virgínia.
No mesmo posto, no Centro da cidade, o motorista Celso Abreu tomou a mesma atitude (motivada pelo medo): “Eu mesmo vim para o posto, peguei a fila e abasteci sem poder, a gente fica com medo”, afirmou o condutor.
 
Entretanto, segundo gerentes consultados pela reportagem, não havia dificuldade de recebimentos de novas remessas de gasolina ou etanol, por exemplo. Mesmo sem dar entrevistas formais, eles afirmaram que era possível que o que a atual estoque finalizasse até o fim do dia, mas novas entregas estavam certas ainda para hoje.
Pelo menos duas distribuidoras também informaram que não havia qualquer problema no fluxo dos produtos para revendas.
 
O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro) já informou que não há risco de faltar combustível nos postos do Estado. De acordo com a entidade, mesmo com a redução da frota de distribuição, o abastecimento dos postos não deve ser afetado.
 
Em Uberlândia houve apenas uma paralisação de caminhoneiros, no anel viário norte por algumas horas, mas que já se dispersou e não afetou em nada o comércio local.
 

Preços altos

Com a procura, muitos lojistas resolveram reajustar preços e o litro de gasolina chegou a R$ 6,50 em alguns locais – antes, a mesma quantidade era vendida a no máximo R$ 6,29. O Procon, então, iniciou na tarde de hoje fiscalização por vários postos.
Em três das quatro primeiras revendas verificadas havia indícios de aumento abusivo. Em uma delas, no bairro Granada, o etanol foi teve aumento de R$ 0,50, chegando a R$ 4,79. De um dia para outro, no bairro Pampulha, em mais um posto fiscalizado, o litro da gasolina ficou R$ 0,31 mais caro, saltando de R$ 6,19 para R$ 6,50.
 
“O livre mercado é constitucional, o que não pode acontecer é a abusividade, como foi percebido em alguns postos em Uberlândia”, disse o superintendente do Procon, Egmar Ferraz. As fiscalizações aconteceram durante todo o dia e é esperado para amanhã um balanço das atividades.
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