Militares são condenados por morte de músico e catador em Guadalupe, Zona Norte do Rio

Oito dos 12 militares envolvidos na ação foram condenados por duplo homicídio e tentativa de homicídio. Outros 4 foram absolvidos. Oito militares do Exército foram condenados, no início da madrugada desta quinta-feira (15), por matar o músico Evaldo Rosa e o catador de latinhas Luciano Macedo, em 2019. Por 3 votos a 12, a Justiça Militar os condenou por duplo homicídio e tentativa de homicídio.
Outros quatro militares que estavam na ação foram absolvidos. Todos os 12 foram absolvidos do crime de omissão de socorro.
VÍDEO: Viúva de músico morto em ação de militares em Guadalupe passa mal durante julgamento
Relembre o caso
Evaldo teve o carro fuzilado no dia 7 de abril daquele ano. O carro do músico foi alvo de 257 disparos – 62 atingiram o veículo. Atingido ao tentar ajudar o músico, Luciano morreu 11 dias depois, no hospital.
O julgamento na Justiça Militar, na Ilha do Governador, Zona Norte, começou às 9h17 e terminou depois das 0h30.
Em votação, o conselho da Justiça Militar, composto por cinco magistrados – quatro deles militares –, considerou culpados oito réus por homicídio e tentativa de homicídio.
A princípio, o Ministério Público Militar (MPM) denunciou pelos crimes 12 militares, todos praças.
Mas o próprio MPM pediu a absolvição de quatro militares que não dispararam, alegação aceita pela Justiça Militar.
Durante as alegações finais da promotoria do Ministério Público Militar, a responsável pela denúncia criticou a versão dos agentes de que eles agiram em autodefesa.
A defesa pedia a absolvição dos militares alegando que houve um confronto e que a região era conflagrada.
Justiça militar julga acusados de matar músico e catador de latinhas em 2019
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