Morre de câncer Selmo Geber, ginecologista e obstetra

O ginecologista e obstetra Selmo Geber, co-fundador da clínica Origen de Medicina Reprodutiva, morreu nesta segunda-feira (13/9), aos 56 anos, em decorrência de um câncer de origem nas células musculares – rabdomiosarcoma. O médico deixa sua esposa, Anna Sylvia, e três filhos: Luiza, Guilherme e Miguel.
Selmo também era professor do departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Publicou 10 livros, mais de 50 capítulos de livros e mais de 100 artigos científicos em revistas especializadas.
Com o médico Marcos Sampaio, fundou em 1995 a clínica de reprodução assistida em Minas Gerais e no Rio de Janeiro – Origen de Medicina Reprodutiva.

“A Clínica é a materialização do sonho do Dr. Selmo, profissional exímio, referência em sua área de atuação, que durante todos esses anos se dedicou com afinco para realizar o desejo de milhares de pacientes atendidas por ele. Com sua generosidade e ótimo relacionamento com todos os colaboradores, criou laços que permitiram que nos tornássemos uma grande família. Atribuímos a nossa trajetória de sucesso e conquistas a ele e ao Dr. Marcos Sampaio, nosso também sócio fundador. O Dr. Marcos e Dr. Rodrigo Hurtado, com competência e paixão, darão continuidade à história da Clínica”, informou a empresa em nota.

O enterro de Selmo Geber será hoje, às 13h30, no cemitério Israelita, no Bairro Jaraguá, Região Pampulha de Belo Horizonte.

Trajetória profissional

Selmo Geber formou-se em medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1989. Fez residência médica no Hospital Mater Dei e recebeu título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). 
Realizou doutorado em Fertilização in vitro e Embriologia no Royal Postgraduate Medical School, Universidade de Londres, na Inglaterra, com os estudos pioneiros no mundo, em diagnóstico genético pré implantação. Também cursou pós-doutorado com pesquisa em células-tronco embrionárias.
Além de professor titular do departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFMG, foi presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) e diretor da rede Latinoamericana de Reprodução Assistida, para o Brasil. 
 
Ele também foi pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e livre docente pela Universidade Estadual Paulista (UNESP).  

* Estagiária sob supervisão do subeditor Frederico Teixeira

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