Mulher é suspeita de ter “castrado” servidor do Banco Central

O funcionário do aposentado do BC, apesar de uma pensão de 23 mil reais, vive praticamente na miséria. Sua lista de desejos inclui até meias e cuecas

Maruzia das Graças Brum Rodrigues, de 53 anos, é casada com um servidor aposentado do Banco Central (que não teve o nome revelado pela polícia, para preservá-lo), de 49 anos. Eles se casaram em 2002. O homem de aposentou do BC com salário de 23 mil reais.

Segundo três filhos de Maruzia das Graças, enteados do ex-funcionário do BC, passou a dopá-lo, com medicamentos, e também o agredia. Teria chegado a ministrar medicamentos usados em “castração química”. Segundo os denunciantes, ela queria ficar com a pensão de 23 mil reais.

Ao ser encontrado pela Polícia Civil de Brasília e pelo Samu, o servidor do BC estava deitado numa cama, sem conseguir se comunicar. Ele apresentava um corte num braço e outras lesões.

Uma filha de Maruiza disse à Polícia Civil: “Após isso [a aposentadoria], minha mãe deu um jeito de subjugá-lo, tomar o controle de todo o dinheiro e passou a dopá-lo e retirar qualquer meio de comunicação dele com o mundo exterior”.

O funcionário aposentado do BC é proibido inclusive de usar celular e só se alimenta de arroz, feijão e lasanha congelada, na versão dos filhos de Maruzia. “Nem desodorante e xampu ele pode usar, pois não tem acesso a nenhum dinheiro. Quando ele tenta falar algo, é enforcado por ela, como alguns parentes já presenciaram. Meu padrasto foi esfaqueado no braço pela minha mãe, que simplesmente espera que ele morra para ficar com a pensão”, sustenta a enteada.

O servidor do Bacen era obrigado a tomar Rivotril, entre outros medicamentos. Uma enteada do aposentado menciona que foram encontros 13 frascos de Rivotril. menos 13 frascos de Rivotril no imóvel que o casal mora, muitos deles vazios. “Quando a equipe do Samu chegou ao apartamento, constatou que uma superdosagem medicamentosa havia sido ministrada. Temos a suspeita de que ele tenha sido obrigado a tomar dezenas de pílulas em um curto período de tempo. Sem falar os remédios usados para a castração química”, denuncia a filha de Maruzia.

Segundo o portal Metrópoles, uma empregada doméstica teria confirmado os maus-tratos e a violência contra o aposentado.

Apesar da pensão de 23 mil reais, o aposentado vive em situação de miséria. Ele chegou a fazer uma lista de desejos, incluindo fones de ouvido, pendrive, meias, cuecas e aparadores de pelos.

A defesa de Maruzia ainda não se manifestou. A Justiça pediu à Polícia Federal que recolha o passaporte do ex-analista do Banco Central para que Maruzia não o retire do país. Os dois já viveram em Portugal.

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