No Pará, apenas 7% de grávidas e puérperas estão imunizadas contra Covid-19


Estado está entre os 10 que menos vacinaram o grupo. Somente 32% tomaram a 1ª dose da vacina, que pode prevenir o desenvolvimento da forma mais grave da doença. Grávidas e puérperas fazem parte do grupo de risco para Covid-19.
Ari Dias/AEN
No Pará, apenas 7% de grávidas e puérperas — mulheres no período pós-parto — receberam a 2ª dose da vacina contra Covid-19 segundo dados da Secretaria de Sáude Pública do Pará (Sespa). Além disso, somente 32% do grupo, que é prioritário no calendário vacinal, tomou a 1ª dose do imunizante.
Desde o início da pandemia, o Pará registrou 82 mortes causadas pelo coronavírus nesta parte da população. No Brasil, cerca de 3.1 milhões de grávidas e puérperas deveriam estar imunizadas até o momento, mas aproximadamente 420 mil receberam a 2ª dose.
Mulheres gestantes precisam procurar fontes confiáveis de informação, além de atendimento médico especializado, para entenderem em que situação se encontram e sobre a importância de tomarem a vacina neste momento.
“A gente percebe que os médicos ainda estão meio inseguros em passar uma informação mais concreta. Então, eu percebi que o ideal é ir atrás de informação mesmo, independentemente se for de forma presencial, com consultas médicas, ou até mesmo em artigos e evidências que comprovem que a vacina é eficaz”, conta Izabelle de Mesquita, jornalista e gestante, que já recebeu a 1ª dose da vacina contra a Covid-19 e aguarda a 2ª, agendada para outubro.
Izabelle de Mesquita está grávida e já tomou a 1ª dose da vacina anti-Covid.
Tv Liberal/Reprodução
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Segundo Irna Carneiro, professora de doenças infecciosas e parasitárias da Universidade Federal do Pará (UFPA), a imunização do grupo de grávidas e puérperas, que apresenta fator de risco, é fundamental para evitar o desenvolvimento da forma grave da doença, que leva à internação e, muitas vezes, à unidade de terapia intensiva, com a utilização de ventilação mecânica.
“Em último levantamento, realizado no período de abril à maio deste ano, foi observado um aumento do número de casos entre este grupo populacional: cerca de 77% a mais de casos ocorridos entre as grávidas e puérperas e um maior aumento em relação ao número de óbitos, cerca de 110%”, aponta Irna Carneiro, professora de doenças infecciosas e parasitárias da Universidade Federal do Pará (UFPA).
A pesquisadora ainda comenta que a imunização deste grupo, que possui fator de risco, é fundamental para evitar o desenvolvimento da forma grave da Covid-19, que leva à internação e, muitas vezes, à unidade de terapia intensiva, com a utilização de ventilação mecânica.
Resultados
A Sespa informou que a baixa adesão à vacina contra a Covid-19 tem relação com a interrupção da vacinação das gestantes com Aztrazeneca, que passou a ser contraindicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em maio de 2021, após evento adverso grave em uma grávida que tomou a vacina.
O órgão ainda comunicou que realiza repescagem para o grupo com o imunizante da fabricante Pfizer.
Recomendação
Para as gestantes e puérperas, o Ministério da Saúde recomenda que seja aplicada preferencialmente a vacina da Pfizer e, na falta dela, a CoronaVac, vacinas que também foram liberadas para completar a imunização daquelas que tomaram a primeira dose da AstraZeneca.
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