Opinião: afinal, o PSDB já não fazia oposição?

Não dá para mudar de assunto diante de tanta notícia sobre a política nacional. Essa semana até quem não gosta de política buscou se inteirar para entender o que vem acontecendo. A semana do brasileiro foi bastante intensa, movimentada e marcada pelos atos no dia 07 de setembro, dia da Independência. Em diversos estados, milhares de pessoas foram às ruas para se manifestar. Entre as pautas defendidas estão o voto impresso, intervenção militar, fechamento do STF e liberdade de expressão.

Agora, lógico que esse movimento não ficou apenas na população. A classe política também se movimentou. Uns a favor da manifestação pró-governo Bolsonaro, outros, contra. Nesta quarta-feira, dia 08, o PSDB decidiu oficialmente assumir e anunciar oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Em nota, o partido diz “repudiar as atitudes antidemocráticas e irresponsáveis adotadas pelo presidente da República em manifestações”.

Além disso, a sigla ainda convocou os partidos denominados de Centro para que fizessem coro e se unissem a uma “postura de oposição ao projeto autoritário de poder e para evitar a volta do modelo político econômico petista também responsável pela profunda crise”. O partido discute agora internamente sobre a prática de crimes de responsabilidade, segundo o presidente tucano, Bruno Araújo, cometidos por Bolsonaro.

Mas, afinal, o PSDB já não fazia oposição ao governo? Desde quando o partido anunciou as prévias que vão escolher o candidato tucano à presidência da república, as declarações dos líderes marcando opinião vêm sendo mais constantes, principalmente dos governadores de São Paulo, João Dória, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. No início o posicionamento era mais velado, agora ele é feito de forma aberta e explícita, inclusive por vídeos, postagens e entrevistas.

Quem sempre acompanhou a política sabe que as pautas do PSDB sempre foram em favor de reformas (mesmo que pouco simpáticas muitas vezes), privatizações, programas sociais e respeito à democracia e à constituição. Nesses mais de 30 anos de história o partido liderou avanços importantes no Brasil com o governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC) como, por exemplo, a continuidade no plano Real (criado por FHC no governo Itamar Franco), estabilidade econômica, o fim da hiperinflação, sanção da lei de responsabilidade fiscal e o avanço de importantes programas sociais para os brasileiros como a criação do Bolsa Família.

O PSDB sempre pregou que não faltará à nação e que o ódio e o radicalismo não levam a coisa alguma. Os tucanos demoraram para se posicionar oficialmente, mas fizeram isso o tempo todo entrelinhas. O objetivo nunca foi fazer oposição por fazer, mas sim seguir o pensamento claro e objetivo de um partido que sempre esteve do lado certo da história do Brasil. Agora resta saber qual será o posicionamento dos tucanos de Santa Catarina, estado mais Bolsonarista do Brasil.

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