Orçamento para 2022 é aprovado sem emendas em primeira votação na ALMT


Previsão de orçamento para o próximo ano é de R$ 24,3 bilhões, índice 6,8% maior que este ano que ficou em R$ 22,8 bilhões. Deputados aprovaram PLDO em sessão desta quinta-feira
Fablício Rodrigues/ALMT
O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) enviado pelo governo à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) foi aprovado nesta quinta-feira (9), sem emendas. A previsão de orçamento para o próximo ano é de R$ 24,3 bilhões, índice 6,8% maior que este ano que ficou em R$ 22,8 bilhões. O projeto ainda precisa passar pela segunda votação, prevista para a próxima semana.
Ao todo, foram apresentadas 60 emendas, mas apenas 13 foram aprovadas pelas comissões especiais e 47 foram rejeitadas. Nesta quinta-feira, alguns deputados se reuniram com o governador Mauro Mendes (DEM) para discutir essas emendas, que avaliam ser necessárias. Os deputados propuseram também um aumento no Reajuste Geral Anual (RGA) aos servidores, mas estavam encontrando resistência por parte do governo.
Para que a votação não fosse adiada, o líder do governo, deputado Dilmar Dal Bosco, combinou com os parlamentares que tiveram as emendas rejeitadas para que eles apresentassem os destaques (defesa da emenda) apenas na segunda votação. Com isso, eles concordaram e aprovaram o projeto sem ajustes.
De acordo com Dilmar Dal Bosco, até a próxima votação, o RGA, previsto em 5,5%, deve aumentar para 6,5% por meio de emenda de lideranças partidárias.
Categorias pedem aumento
Os deputados pedem reajuste para os servidores do socioeducativo, da polícia penal e do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), que sofreram defasagens nos últimos anos.
O presidente do Sindicato dos Servidores do Departamento Estadual de Trânsito do Estado de Mato Grosso (Sinetran-MT), Lucas Póvoas Jucá Lima, disse que a categoria chegou a uma perda salarial de quase 5% devido ao não pagamento do RGA nos últimos anos.
“Temos sofrido uma perda muito grande, agravado pelo aumento da alíquota de previdência. A categoria tem lutado pelo realinhamento salarial com outras categorias análogas, com nível de escolaridade e complexidade parecidos com o nosso”, explicou.
Para o presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso (Sindspen-MT), Amaury Benedito Paixão, o salários dos profissionais da categoria deve ser maior devido aos riscos que a profissão os coloca.
“Combatemos facções criminosas dentro dos presídios e arrojamos a questão de segurança e disciplina. Isso nos causa um estresse muito grande e nos torna alvos. O nosso custo de vida também acaba sendo maior para conseguir manter a nossa segurança e da família. Dentro da segurança público, o nosso salário é o menor”, pontuou.
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