Os MMORPGs mais marcantes dos anos 2000 e a volta de Grand Chase

No fim de julho, Grand Chase foi relançado para os computadores. Desde 2015, os servidores do jogo estavam desligados. O game é um MMORPG, gênero que marcou uma geração de jogadores com clássicos como Ragnarok, Tibia, World of Warcraft e Mu Online.
MMORPG é uma fusão de dois gêneros de jogos. Primeiro de RPG, que são jogos de fantasia no qual cada jogador controla um personagem que tem limitações e habilidades baseadas em sua classe. Já os MMO são jogos que reúnem milhares de jogadores no mesmo ambiente virtual, participando de eventos simultaneamente e trocando ou vendendo itens do jogo.
Conheça algumas curiosidades sobre Grand Chase e outros MMORPGs que fizeram sucesso no Brasil nos anos 2000.

Grand Chase

Grand Chase chegou ao Brasil em agosto de 2006. O jogo se destaca pela jogabilidade simples e pelos traços que lembram animes e mangás, que são os desenhos e quadrinhos japoneses.
No game, o jogador completa missões, explora cenários e participa de combates contra monstros e contra outros jogadores. Ao derrotar os inimigos, o jogador ganha itens que podem ser usados para aprimorar os seus personagens.
Ao todo, o jogo contém 20 personagens, cada um com uma combinação própria de habilidades, magias e armas. Entre os personagens temos a Lin, que foi criada a partir da opinião dos jogadores brasileiros, que puderam escolher seus traços físicos, roupas e estilo de combate. Lin é especialista em ataques com magias à média distância e consegue correr, se esquivar e se movimentar muito rapidamente.

Códigos para os jogos

Grand Chase pode ser jogado gratuitamente, mas alguns itens do jogo só estão disponíveis se comprados na loja oficial. Há alguns anos, quando não era muito comum usar cartão de crédito em lojas on-line, os jogadores compravam em bancas de jornal revistas que tinham códigos para resgatar o dinheiro virtual do jogo – e, de quebra, ainda ganhavam um pôster.
Em 2015, quando foi anunciado o desligamento dos servidores, os jogadores brasileiros ficaram comovidos com o fim do jogo que proporcionou tantas horas de diversão.
Em 2018, foi lançada uma versão de Grand Chase para celulares, mas a empolgação da comunidade não foi tão grande quanto esse ano, quando a KOG anunciou a volta do jogo para os computadores. No final de semana de relançamento, Grand Chase chegou a bater 79 mil jogadores simultâneos em todo o mundo.

Ragnarok Online

O segundo jogo da nossa lista é Ragnarok Online, que chegou ao Brasil em 2004.
No game, o jogador pode criar vários heróis de diversas classes e evoluí-los da forma que achar melhor, explorando o mundo enquanto caça monstros e completa missões. Também é possível criar grupos, formar clãs e participar das Guerras do Emperium, onde guildas de jogadores lutam entre si.
Antes de ser um jogo, Ragnarok era um manhwa, que são os quadrinhos sul-coreanos, mais ou menos parecidos com os mangás japoneses. O universo do jogo é um misto de mitologias. A mais marcante é a nórdica, mas há referências a outras, como tailandesa, chinesa, coreana, russa e até brasileira.
Uma das atualizações do jogo adicionou a ilha de Brasilis, inspirada na cultura e no folclore brasileiro. Uma das missões que podem ser feitas na ilha chama “Loira do banheiro”. Ela começa a partir dos boatos de que o fantasma de uma mulher está rondando os banheiros de um dos pontos turísticos mais famosos de Brasilis.
Uma outra missão chamada “Canto da Iara” fala sobre a lenda de uma sereia que encanta indígenas e pescadores na cidade.

Tibia

Tibia, o jogo mais antigo da nossa lista, foi lançado em 1997. O pico de jogadores do jogo ocorreu 10 anos após o seu lançamento, em 28 de novembro de 2007, quando 64.028 pessoas estavam on-line simultaneamente nos servidores oficiais.
No Tibia, os personagens são divididos em quatro classes: cavaleiros, paladinos, feiticeiros ou druidas. O objetivo dos jogadores é desenvolver as habilidades de seus personagens, explorando uma grande variedade de áreas e masmorras perigosas e lutando contra monstros como orcs, dragões e demônios.
Hoje, 24 anos após o lançamento, Tibia continua recebendo atualizações e conta com muitos jogadores ativos. O jogo tem um sistema de progressão infinito, mas subir de nível, o famoso “upar”, não é tão fácil assim no Tibia. O jogo pune o jogador toda vez que o seu personagem morre tirando pontos de experiência. É possível perder o progresso de dias em uma única morte.

Mistério dentro de Tibia

Em 2005, os desenvolvedores adicionaram ao jogo uma porta que só poderia ser aberta por jogadores de nível 999. Somente em 2016, 11 anos depois, que um jogador conseguiu atingir o nível necessário para abrir a porta. Foi um brasileiro que usava o apelido de “Kharsek”.
Nos meses anteriores, a comunidade do Tibia estava ansiosa esperando o jogador revelar o segredo por trás daquela porta secreta. Porém, para frustração de todos, Kharsek resolveu guardar para si o que havia visto.
Somente um ano depois, em 2017, que outro jogador conseguiu nível para abrir a porta. Foi um polonês apelidado de “Dev onica”. Ele fez polêmica ao anunciar que só revelaria o segredo quando arrecadasse 5 mil dólares de doações no seu canal da Twitch. Depois ele disse que se contentaria caso conseguisse arrecadar US$ 2 mil.
No fim das contas, ele revelou o mistério e não havia nada demais atrás da porta, apenas um cenário de praia e alguns NPCs, que são personagens do jogo controlados pelo computador.
Hoje, a comunidade está acompanhando o progresso de dois jogadores que estão rumo ao nível 2.000: “Bobeek” e “Goraca”. Ambos estão no nível 1.916 e são os jogadores com o maior número de pontos em todo o mundo.

World of Warcraft

No ar desde 2004, World of Warcraft continua com uma base gigantesca de jogadores devido às constantes atualizações e expansões do universo do jogo.
O MMORPG se passa no mundo de Azeroth, que foi criado no primeiro jogo da série Warcraft, lá em 1994. Desde então, o universo de Azeroth tem sido explorado em Warcraft II, Warcraft III, nas expansões de World of Warcraft e no jogo on-line de cartas Hearthstone.
Ao começar no game, o jogador escolhe o seu personagem entre 12 raças básicas, divididas entre duas facções, a Aliança e a Horda. Entre essas raças, há humanos, elfos, gnomos, orcs, trolls, mortos-vivos e vários outros. Há também raças mais avançadas, acessíveis apenas para jogadores com mais experiência, e os pandarens, uma raça neutra que pode ingressar na facção de preferência do jogador.
O objetivo no game é tornar o seu personagem cada vez mais poderoso, combater monstros, explorar masmorras perigosas e defender o mundo de Azeroth de todos os perigos, inclusive contra a facção rival à sua.

Mu Online

Lançado em 2001, Mu Online foi um dos primeiros MMORPGs a fazer sucesso nas lan houses brasileiras. A história do jogo é inspirada na lenda do continente perdido de Mu que, assim como Atlântida, seria um continente que foi dizimado por um cataclismo.
A sua localização, segundo a lenda, seria no Oceano Pacífico, entre a Oceania e a América. A existência de Mu é considerada sem base factual e geólogos afirmam ser fisicamente impossível a sua existência.
No jogo, Mu era uma terra pacífica, onde todas as criaturas viviam em paz e harmonia. Porém, inimigos de fora do continente queriam ver Mu destruída. Eles, então, buscaram reviver a Besta que havia nas profundezas de Atlans, uma cidade perdida no meio do oceano. Começou-se uma guerra e os tempos de paz e tranquilidade de Mu tornaram-se apenas lembranças.
*Estagiário sob supervisão do subeditor Rafael Alves
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