• New Page 1

    RSSFacebookYouTubeInstagramTwitterYouTubeYouTubeYouTubeYouTubeYouTubeYouTubeYouTube  

Músico ajuda talentos da periferia a superar desafios e preconceitos com projetos audiovisuais


Cantor negro, não-binário e morador de área suburbana de Campinas (SP), Dustin Maia classifica momento como “histórico” para ocupação de espaços que antes eram relegados por questões sociais, raciais e de preconceito. Artista é autor da trilha sonora da série documental ‘Cria Periferia’, exibida no EPTV. Músico Dustin Maia ajuda comunidade a superar desafios e preconceitos na periferia
Na busca por construir um cenário artístico mais justo e igualitário, o músico e produtor Dustin Maia, negro, não-binário e morador do distrito do Campo Grande, em Campinas (SP), promove, por meio de parcerias, projetos de cultura e capacitação musical que colocam sob holofotes talentos da comunidade que por muitos anos ficaram à sombra por questões sociais, raciais ou de preconceito.
“É necessário criar a memória do nosso momento histórico em que jovens pretos e pretas, LGBTQIAP+ e de periferia estão assumindo esses locais de protagonismo na música”, diz.
📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp
Dustin é autor da trilha sonora da série de reportagens “Cria Periferia”, que retratou os desafios de empreender nas áreas suburbanas dos grandes centros.
👀 O que você vai ler nesta reportagem:
🎙🎧 Desafios e preconceitos
🎶 Oficina de produção musical com foco nas mulheres
🎹🎸 Produtor da periferia
Dustin Maia, músico da periferia ajuda comunidade a superar desafios e preconceitos com projetos audiovisuais
Arquivo pessoal
🎙🎧 Desafios e preconceitos
Dustin conta que sofreu muito preconceito ao tentar se inserir em um cenário que considera majoritariamente branco, cis e masculino. Em um momento no qual suas melodias querem resgatar a ancestralidade que vai de encontro até com os métodos de fazer músicas mais tradicionais.
“A maneira que eu toco um violão. A maneira que eu toco um teclado. Eles são um resgate da minha ancestralidade. Eu neguei algumas coisas por muito tempo na infância, mas ficava reverberando dentro de mim”, lembra o músico.
Diz que foi esses preconceitos que observou e viveu que o motivaram a montar cursos e oficinas, espaços que acolham as pessoas marginalizadas dentro da produção musical.
Voltar ao início
Nyak e Dustin Maia cantam Fresta no Selo Folego em 2019.
Arquivo pessoal
🎶 Oficina de produção musical com foco nas mulheres
O músico desenvolveu em 2018, junto ao centro cultural Maloca Arte e Cultura um curso focado nas mulheres e na comunidade LGBTQIAP+ de produção musical na prática.
“Lógico que a gente abordou questões da teoria musical, da história da produção musical, mas foi muito um momento de colocar a mão na massa, de dar acesso a equipamentos que é são, muitas vezes, inacessíveis para pessoas da periferia”, fala.
No entanto, comenta que a abordagem ia além da periferia, pois além dos problemas sociais, ressalta o preconceito que atinge especialmente as mulheres e a comunidade LGBT.
“Então o objetivo foi dar visibilidade para o trabalho de mulheres que já produzem arte e também trazer mais mulheres e pessoas da comunidade LGBTQIAP + para dentro dos estúdios. Para transformar esses estúdios em espaços seguros de troca de ideias também”, aponta.
O curso teve três edições na modalidade presencial e formou mais de 20 mulheres, mas comenta que infelizmente foi paralisado com a chegada da pandemia da covid-19. E sente orgulho do que foi feito por tentar criar possibilidade de autenticidade e representatividade.
“Isso é uma coisa que me deixa muito feliz, porque é difícil. A gente faz esse trabalho pagando um estúdio profissional, pagando um produtor musical que muitas vezes não vai entender a nossa a nossa linguagem. Ou vai colocar estereótipos demais no nosso trabalho”, ressalta Dustin.
Voltar ao início
Dustin Maia em apresentação na Maloca Arte e Cultura em 2017.
Arquivo pessoal
🎹🎸 Produtor da periferia
Marcelo Éduas Bomfim Maia de Oliveira, mais conhecido pelo nome artístico Dustin Maia, atua no território do Campo Grande, em Campinas, como músico, produtor musical audiovisual e faz a gestão de carreiras para artistas da periferia.
Amante da música, conta que teve contato com instrumentos como teclado e violão muito cedo e sua trajetória autodidata foi construída a partir da apropriação de alguns “sons” que gostava como Marcelo D2, Charlie Brown, O Rappa, Sabotagem, RZO.
A partir de experimentos com a música desses artistas que passou a criar suas próprias canções e o levou à produção musical em 2014 e a começar a estabelecer parcerias em 2016 facilitada pelos avanços tecnológicos que “permitissem produzir a nossa música em casa”.
Assim, Dustin comenta que na vontade de somar e capacitar outros artistas para que eles sempre pudessem dominar seu processo de produção musical que começou a desenvolver projetos como a Maloca Arte e Cultura, um Centro de Cultura da Vila União, em 2018.
LEIA TAMBÉM
‘Vem da necessidade’: entenda por que empreender na periferia está muito além do sonho
Como empreendedorismo transforma ‘corre’ em sustento e quebra preconceitos na periferia
Sebrae dá dicas para empreendedores que atuam na periferia
Gestão do Projeto Quebrada em Movimento na Casa de Cultura do Parque Itajaí em 2022.
Arquivo pessoal.
Voltar ao início
*Sob supervisão de Fernando Evans
VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região
Veja mais notícias da região no g1 Campinas
Adicionar aos favoritos o Link permanente.
 
  • New Page 1