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Sambódromo do Rio comemora 40 anos com iluminação diferente no primeiro dia de desfiles do Grupo Especial


Porto da Pedra, Beija-Flor, Salgueiro, Grande Rio, Unidos da Tijuca e Imperatriz passaram pela Marquês de Sapucaí neste domingo (11). Sambódromo do Rio comemora 40 anos com iluminação diferente no primeiro dia de desfiles do Grupo Especial
Jornal Nacional/ Reprodução
O primeiro dia de desfiles do Grupo Especial, no Rio de Janeiro, marcou os 40 anos do Sambódromo. E as luzes da Marquês de Sapucaí fizeram parte das apresentações.
Porto da Pedra
A Porto da Pedra passou 12 anos longe do Grupo Especial. Na volta, encontrou uma passarela diferente. As luzes se apagam e o olhar da multidão se volta para o ponto principal. É a tradição do carnaval se renovando com a iluminação cênica.
E os olhos custam a acreditar no que estão vendo. O alquimista que flutua é uma bailarina presa pelos cabelos. As baianas iluminadas parecem o céu na Terra.
Um dos carros teve problemas ao entrar na Sapucaí e uma mulher ficou levemente ferida no impacto. Ao longo do desfile, a escola conhecida como o Tigre de São Gonçalo materializou na avenida as maravilhas do Lunário Perpétuo, uma enciclopédia medieval de sabedoria popular.
Beija-Flor
Inovar é sempre importante. Mas como é bom ouvir uma voz tão conhecida.
“Esse é o 48º carnaval. É como se fosse a primeira vez”, diz Neguinho da Beija-flor.
Embalado pela voz do cantor, o Beija-Flor de palha voou até Maceió. O público mergulhou nas praias alagoanas e viu até as bolhas do fundo do mar. As luzes dançaram ao som da bateria – ou foi a bateria que tocou no ritmo das luzes? O desfile foi a coroação de Ras Gonguila, o alagoano que se dizia príncipe da Etiópia. Se era verdade ninguém sabe, mas, pelo menos por uma noite, Gonguila foi rei de Nilópolis e da Sapucaí.
Salgueiro
No carnaval das luzes, o Salgueiro nem começou a desfilar e já iluminou a passarela só com a música. O público reconheceu na hora a homenagem a Quinho, intérprete da escola por mais de 30 anos, que morreu em janeiro. O samba de 2024 também veio para ser lembrado por décadas.
Hutukara! Um grito em defesa do povo yanomami. A escola impressionou pelas esculturas gigantes. Mas o maior dos gigantes era um ser humano. Davi Kopenawa, o defensor do povo yanomami, o líder, o escritor, o xamã, a voz que, quando fala, o mundo inteiro ouve.
“Minha mensagem para mundo geral para sentir vontade de tirar invasores da minha casa. A luta é para proteger a alma da floresta Amazônica”, afirma Davi Kopenawa.
Grande Rio
A Grande Rio descobriu que todo brasileiro traz uma onça dentro de si. Virar onça para lutar por alguma causa. Virar onça para se agigantar, como o bicho de 8 m da comissão de frente.
“Esse é o espetáculo mais lindo do mundo, e a gente está aqui só esperando a Paolla (Oliveira) passar para gente”, conta a atriz Taís Araújo.
Onça rainha, onça Paolla Oliveira, que ensinou na Sapucaí a arte de se transformar.
“Eu sou onça, vou demorar para sair dessa onça”, diz Paolla.
Paolla Oliveira, rainha de bateria da Grande Rio
Jornal Nacional/ Reprodução
O público participa do desfile da Grande Rio. A escola distribuiu 55 mil pulseiras, que se acendem, mudam de cor e fazem a arquibancada brilhar.
“O legal é ver todos brilhando e trocando de cor e juntando”, vibra a estudante Marília Dias.
“Olha lá, todo mundo brilhando! Ficou muito bonito”, diz a estudante Maria Eduarda Santos.
Unidos da Tijuca
Qual o ritmo da Unidos da Tijuca? A escola do Morro do Borel foi mostrar o resultado da mistura do samba com o fado. A história de Portugal se desenhou em alegorias grandiosas e brilhantes. Com a noite quase chegando ao fim, o Sambódromo já começou a imaginar o dia seguinte, e encontrou mais uma estrela: Alcione, que nesta segunda-feira (12) é a homenageada da Mangueira.
“Nossa Senhora, eu não vejo a hora. E vamos vir com toda a garra, graças a Deus”, diz a cantora.
Imperatriz
E a lua já queria ir embora, mas a Imperatriz não deixou. A atual campeã segurou com a mão o brilho do luar, que se refletiu em uma bailarina levitando a 10 m de altura.
“Está todo mundo arrepiado aqui. Emocionante, emocionante. Já vai levar”, afirma a administradora Tatiana Vilanova.
Tudo isso para dar sorte, seguindo o testamento da cigana Esmeralda.
“A alegria é o maior amuleto da sorte de qualquer escola”, afirma o carnavalesco Leandro Vieira.
A rainha da bateria não estava com sorte. Maria Mariá era a própria sorte.
“Representando o trevo de quatro folhas que cabe na palma da mão “, diz a rainha de bateria da Imperatriz.
O clarão do fogo, a claridade da avenida. E só quando o novo dia surgiu, o carnaval das luzes descobriu que estava, o tempo todo, procurando o brilho do sol.
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