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Após arrastar foliões em Rio Branco, Bloco Vai Quem Quer é notificado por falta de autorização para desfile

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Organização pediu autorização para PM, que negou o pedido e orientou que o evento fosse realizado em outra data por falta de efetivo. Nos primeiros dias de folia, PM registrou 19 ocorrências no estado
A organização de um dos bloquinhos de carnaval mais tradicionais de Rio Branco, o ‘Vai Quem Quer’, pode se responsabilizada pela realização do desfile nesse domingo (11). É que a organização não recebeu a liberação da Polícia Militar para o evento.
O bloco, que existe há mais de 30 anos, é famoso pelos homens que se vestem de mulher. O grupo se concentrou na Avenida Noroeste no final da tarde de domingo e seguiu até a entrada do Parque do Tucumã, ao som de marchinhas tradicionais, samba e outros hits. Centenas de foliões acompanharam o desfile.
O g1 acompanhou parte do evento. Segundo Ronyeres Albuquerque, um dos organizadores do bloco, a expectativa era de que, esse ano, o público presente chegasse a 5 mil pessoas. Essa foi a 32ª edição do bloco.
“Esperamos muita felicidade, alegria, paz, muito som, vem uma família para tocar com a banda Sem Limites, e para a população, os moradores do bairro, a gente só pede muita paz, muita alegria”, disse à reportagem.
A diretora operacional da Polícia Militar, coronel Marta Renata, disse, nesta segunda-feira (12), que a organização entrou com pedido de autorização, mas que o mesmo foi indeferido por falta de efetivo para acompanhar o grupo no desfile. Ela acrescentou que o efetivo ficou concentrado para fazer a segurança na Praça da Revolução, onde ocorre o carnaval da prefeitura, e na Gameleira, no Carnaval da Família 2024.
Bloco Vai Quem Quer é um dos mais tradicionais no Carnaval de Rio Branco
Hellen Monteiro/g1
“Tivemos que mandar parte do efetivo para o interior. Então, pedimos que escolhessem outra data, assim como fizemos com os outros bairros. Mas, infelizmente, desobedeceram a ordem legal nossa e insistiram na realização da festa. Todos os bairros que desejam fazer o carnaval, explicamos que nesse momento não era possível a gente ofertar a segurança e podem escolher uma data oportuna”, confirmou.
A coronel destacou que os organizadores das demais festas acataram as orientações. Ainda segundo a diretora, foram registradas várias ocorrências durante e depois do evento, como obstrução de via pública, rixa e perturbação do sossego.
“Assumiram um risco para vida de muita gente, tivemos muitas ocorrências de rixa, de trânsito, vimos garrafas de vidro e ainda bem que não aconteceu nada grave. Mas, poderia ter acontecido e não pode ficar sem uma resposta do Estado com relação a essa falta de responsabilidade”, afirmou.
O g1 não conseguiu contato com a organização do evento.
Ocorrências
A Polícia Militar registrou 19 ocorrências no Acre durante as três primeiras noites de carnaval. A pedido do g1, a corporação divulgou, nesta segunda-feira (12), um balanço dos casos policiais atendidos durante os dias de folia
O esquema de segurança montado pelo governo para garantir um carnaval tranquilo previa a atuação de mais de 200 agentes de segurança pública e privada. Conforme o planejamento, a segurança dos foliões é feita, diariamente, por 100 agentes de segurança privada e 150 policiais do efetivo público.
Além do policiamento específico nos locais de festa, há ainda o patrulhamento ostensivo e reforçado em todos os municípios. Equipes da polícias Militar, Civil e Penal, além do Corpo de Bombeiros (CBMAC), do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AC) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência (Samu) atuam durante os dias de festa.
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