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‘Um defeito de cor’: conheça livro homenageado em samba-enredo da Portela

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Romance histórico de Ana Maria Gonçalves é narrado do ponto de vista de Luiza Mahin, mãe do abolicionista Luiz Gama. “É a história de uma mãe, heroína, filha de África, que pariu a liberdade dessa nação”, diz autora em entrevista ao g1. Peças da alegoria que representou o trono de Luíza Mahin (representada no carnaval por Leci Brandão) vão compor exposição no MHN
Reprodução/Facebook
A Portela levou à Sapucaí na madrugada desta terça-feira (13) o samba-enredo ‘Um defeito de cor’, inspirado no livro homônimo de Ana Maria Gonçalves, um romance histórico de 952 páginas, contado do ponto de vista da africana Kehinde desde que foi sequestrada do continente africano ainda pequena.
Kehinde também é conhecida como Luisa Mahin, figura de importância na Revolta dos Malês e mãe do abolicionista Luiz Gama. No desfile da Portela, Gama foi representado por Lazaro Ramos, Paulo Vieira, o ministro Silvio de Almeida, mestre Nilo Sérgio e Thiago Caetano.
“‘Um Defeito de Cor’ é a história da luta preta no Brasil incorporada em uma mulher que enfrentou os maiores desafios imagináveis pra continuar viva e preservar suas heranças e raízes”, explicou a autora do livro Ana Maria Gonçalves em entrevista ao g1. “A história de uma mãe, heroína, filha de África, que pariu a liberdade dessa nação.”
Quem foi Luisa Mahin
De acordo com a Fundação Cultural Palmares, Luisa Mahin foi trazida ao Brasil da Costa da Mina e escravizada no século XIX. Ela teria se envolvido na Revolta dos Malês, a maior revolta de pessoas escravizadas que ocorreu no Brasil, em 1835.
Há poucos registros históricos sobre a da mulher e sua atuação nas revoltas, a não ser por uma carta autobiográfica escrita por Luiz Gama em 1880. Sua figura, no entanto, virou símbolo de resistência das mulheres negras no Brasil, assim como citam os versos da Portela: ‘Tal a história de Mahin. Liberdade se rebela’. Veja aqui o samba-enredo completo.
O que significa ‘Um Defeito de Cor’
No Brasil colonial, era comum que pessoas negras que pleiteassem cargos sacerdotais tivessem de pedir formalmente a despensa do chamado ‘defectu coloris’, o “defeito de cor”. Como advogado abolicionista, Luiz Gama se revoltou contra essa prática: “Em nós, até a cor é um defeito”, disse. “Um imperdoável mal de nascença, o estigma de um crime.”
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Segundo conta o romance de Ana Maria Gonçalves, Luiz Gama é apartado da mãe ainda criança, vendido pelo pai português. Luiza passa o resto da vida procurando pelo filho perdido.
A separação foi retratada na última ala do desfile, onde estavam mulheres negras que perderam seus filhos para a violência no Rio. A mãe de Marielle Franco, Marinete Silva, apareceu com o nome da filha estampado no peito. Jackeline Oliveira, mãe de Kathleen Romeu, também estava no carro alegórico.

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