Veja o que se sabe sobre fisiculturista preso suspeito matar mulher espancada em Goiânia


Marcela Luise foi levada para hospital no último dia 10 de maio e morreu na noite de segunda-feira (20). Ela teve traumatismo craniano e oito costelas quebradas, além de escoriações pelo corpo. Fisiculturista é preso suspeito de espancar a mulher – Goiás
Reprodução/Redes Sociais
O fisiculturista Igor Porto Brandão foi preso suspeito de espancar a mulher, Marcela Luise Souza Ferreira, depois levá-la ao hospital e alegar que ela caiu em casa. O caso aconteceu em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. A mulher morreu na segunda-feira (20), após ficar 10 dias internada.
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Quais foram os ferimentos da mulher?
O que ele alegou no hospital?
Por que funcionários do hospital denunciaram?
Como era o relacionamento dos dois?
Há registros de violência doméstica anteriores?
Ele tem outras passagens pela polícia?
O que o laudo da perícia apontou?
O que ele fez após agressões?
Ele segue preso?
O que diz a defesa do suspeito?
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Quais foram os ferimentos da mulher?
A mulher foi levada para o hospital no último dia 10 de maio e morreu na noite de segunda-feira (20). Segundo a delegada Bruna Coelho, Marcela Luise teve traumatismo craniano e oito costelas quebradas, além de escoriações pelo corpo.
O que ele alegou no hospital?
Segundo a delegada, o homem disse para a equipe médica que Marcela estava limpando a casa quando escorregou e caiu. Segundo ele, ela convulsionou e as lesões foram causadas pela queda. Então, ele contou que deu um banho nela e a levou para o hospital, onde, de imediato, ela foi levada para uma cirurgia e depois para a UTI.
Câmeras de segurança registraram o momento em que Igor Porto Galvão levou a mulher inconsciente para o hospital após espancá-la, conforme a delegada Bruna Coelho – assista abaixo.
Vídeo mostra quando fisiculturista leva mulher a hospital após espancá-la
Por que funcionários do hospital denunciaram?
O hospital entrou em contato com a delegacia informando que se tratava de múltiplas lesões, o que não é condizente com uma queda, conforme o homem havia alegado.
Ao receber a denúncia, a polícia começou a investigar o caso. “Nós fomos até [a casa] e pedimos uma perícia no local. Um perito também esteve no hospital e nós ouvimos várias pessoas”, detalhou Coelho.
Como era o relacionamento dos dois?
A tia da vítima, Fernanda Paula Miranda, também disse o homem humilhava Marcela e a afastou da família. “O que ele podia fazer para diminuir ela, ele fazia“, disse Fernanda em entrevista à TV Anhanguera.
A tia da vítima também contou que a sobrinha foi agredida pelo fisiculturista com um murro quando eles ainda moravam em Brasília, no Distrito Federal (DF).
Ele já tinha agredido mulher?
O fisiculturista já tinha agredido a mulher, segundo a delegada Bruna Coelho. Conforme a investigação, ele respondeu em um inquérito por lesão corporal contra a mulher e em um caso de violência contra outra ex-namorada.
“Ele tem antecedentes de Maria da Penha com ex-namorada e com a própria vítima. [Ela teve] medida protetiva deferida, contudo eles reataram e a medida foi arquivada”, explicou a delegada.
Ele tem outras passagens pela polícia?
Além do histórico de violência doméstica, o suspeito tem registros de ocorrências de brigas com uma vizinha e com o funcionário de um supermercado.
Segundo a delegada, o fisiculturista é agressivo e explosivo.
“Ele tem o temperamento muito explosivo e agressivo. Tem ocorrências de brigas com uma vizinha por causa de cachorro e com o caixa de um supermercado. Vizinhos disseram que ouviam brigas e discussões, além de denúncias anônimas do condomínio por agressão e barulho”, disse a delegada.
O que o laudo da perícia apontou?
A perícia na casa onde o fisiculturista Igor Porto Galvão morava com a mulher apontou que as lesões que a vítima teve não são compatíveis com uma queda como alegou o suspeito, disse a delegada Bruna Coelho.
“Na residência não há qualquer desnível, escada ou altura que justifique as lesões apresentadas pela vítima”, disse Coelha à TV Anhanguera.
O que ele fez após agressões?
Igor Porto Galvão fez uma postagem nas redes sociais após Marcela ser internada dizendo que estava com saudade – veja abaixo. A postagem foi feita antes de ele ser preso suspeito do crime.
Fisiculturista é preso suspeito de espancar a mulher – Goiás
Reprodução/Redes sociais
Ele segue preso?
Igor Porto Brandão foi mantido preso depois de passar por audiência de custódia. A audiência que manteve a prisão de Igor foi realizada na tarde de segunda-feira (20).
Fisiculturista é preso suspeito de espancar a mulher – Goiás
Reprodução/Redes Sociais e Reprodução/TV Anhanguera
O que diz a defesa do suspeito?
Ao g1, os advogados de Igor, Thiago Marçal Ferreira Borges e Gelicio Garcia de Morais Júnior, lamentaram a morte de Marcela e disseram que entrarão com pedidos para que a prisão preventiva seja substituída por outras medidas cautelares.
Leia, abaixo, a nota na íntegra:
A defesa do investigado Igor Porto Galvão lamenta profundamente a morte de Marcela Luise, e continuará pronunciando apenas com relação às investigações. Sobre a decretação da prisão preventiva do Sr. Igor no ponto de vista da defesa não estão presentes os requisitos da prisão preventiva, ou seja, garantia da ordem pública, garantia da instrução criminal ou assegurar a aplicação penal.
Explico, o Igor possui profissão licita, é Nutricionista e Educador Físico, endereço fixo, é primário, em momento algum existe algo no processo que ele interferiu no bom andamento da investigação, pelo contrário a Polícia Civil esteve em sua residência fora de horário a fim de realizar pericia, e ele autorizou. Perícia essa que teve como resultado inconclusiva. Importante salientar que o colega Advogado que estava acompanhando o Igor, naquela oportunidade, já havia ido na Delegacia e colocado o Igor à disposição da Autoridade Policial . Até o presente momento o Igor não foi ouvido.
A defesa vai entrar com os pedidos cabíveis a fim de que a prisão preventiva seja substituída por medidas cautelares diferente do cárcere. Todo e qualquer manifestação adicional se dará preferencialmente nos autos processuais. Reiteremos ainda nossa total confiança no Poder Judiciário para a elucidação do caso em comento, buscando sempre a preservação dos incisos LV e LVII, art. 5º, (LV – aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; LVII – ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória;) positivados na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
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