Paulo Coelho e os esportes: autor brasileiro é queridinho das grandes estrelas

No mundo dos esportes, há um entendimento que é repetido quase em forma de oração: o de que, no nível mais alto de competição, o que diferencia os atletas não é o talento, mas sim a força mental, resiliência e inteligência emocional. Na busca por motivação, um dos aliados mais essenciais são os livros. E um autor e obra específica parecem fazer a cabeça das maiores estrelas do esporte.

Recentemente, durante participação em um podcast, o quarterback do Green Bay Packers, Aaron Rodgers, indicou o livro O Alquimista, de Paulo Coelho, para o seu colega Marques Valdes-Scantling, como forma de incentivá-lo a criar um hábito de leitura.

De acordo com o site Nola.com, durante a disputa da “bolha” da NBA, em julho de 2020, o gerente-geral do New Orleans Pelicans, David Griffin, distribuiu cópias de O Alquimista para seus jogadores, como forma de incentivá-los para os jogos. A motivação foi necessária porque o time havia acabado de perder seu melhor jogador, Zion Williamson.

O Alquimista conta a história de Santiago, pastor andaluz que viaja para as Pirâmides do Egito após ter um sonho que revelava a existência de um tesouro no local, algo que ele interpretou como uma profecia. Para Griffin, a mensagem do livro é: “Quando você deseja algo, todo o universo conspira para ajudá-lo a realizar esse desejo”.

A mensagem pode parecer algo que um coach ou influencer falaria, mas ela tem encontrado um lar em alguns dos atletas mais talentosos da liga. Um dos jogadores que está sempre em busca de formas, digamos, alternativas de conhecimento e meditação, é o armador Kyrie Irving, atualmente no Brooklyn Nets. Sobre sua experiência com o Alquimista, Irving declarou para o The Athletic: “Eu achei interessante como ele (o pastor) estava procurando o alquimista, mas o alquimista que o encontrou no meio do deserto (…) Às vezes você encontra certos indivíduos, eles incorporam tanta sabedoria que desejam compartilhá-la com você. Naturalmente, às vezes, o ego ou minha personalidade entram no caminho, e eles acabam afastando as pessoas ao invés de aproximá-las e permitirem que você aprenda mais sobre elas”. Então, tá.

Irving também revelou que a pessoa que o indicou O Alquimista foi ninguém menos que Kobe Bryant, como forma de ampliar a visão de Kyrie sobre o que significava ser um jogador de basquete melhor.

Kobe, aliás, afirmou, quando vivo, ter lido a obra de Paulo Coelho pelo menos cinco vezes. Em entrevista ao UOL Esporte, o próprio autor revelou que o lendário jogador, interessado em contar histórias após sua aposentadoria, em 2016, propôs um trabalho em conjunto, que nunca chegou a se concretizar.

E não pense que a lista de craques que já foram buscar inspiração em O Alquimista para por aí. Quando chega a hora de disputar os playoffs, a fase decisiva da NBA, LeBron James tem o costume de abandonar as redes sociais e aparecer nos ginásios e vestiários sempre acompanhado de um livro. Além de Jogos Vorazes, de Suzanne Collins, e da versão literária de O Poderoso Chefão, de Mario Puzo, LeBron foi visto lendo o Alquimista durante a disputa das Finais de Conferência de 2018, contra o Boston Celtics, quando ainda atuava no Cleveland Cavaliers.

Meses depois, ao trocar Cleveland por Los Angeles, ele encontrou um fã de Paulo Coelho. O gerente-geral dos Lakers, Rob Pelinka, abriu uma coletiva de imprensa com aspas da obra.

“Eu acho que tanto no esporte, como na vida, é preciso dedicação, treino, ter uma meta definida e lutar por ela. ‘O Alquimista’ é uma metáfora disso. Deixa de ser uma fábula e passa a ser o mito do herói que vai em busca de seu sonho. Por sinal, foi adotado não apenas em escolas, mas em um sem-número de universidades justamente por isso”, disse Coelho.

Além de Rodgers e diversos jogadores da NBA, a tenista Maria Sharapova já afirmou que O Alquimista é seu livro preferido. E, segundo o próprio autor, Tite recomendou O Manual do Guerreiro da Luz, outra obra de Coelho, para seus jogadores.

O Alquimista é um best-seller lançado originalmente em 1988, sendo o livro brasileiro mais traduzido da história. Segundo a AFP, já vendeu mais de 150 milhões de cópias em 70 idiomas diferentes.

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